Apresentação espontânea à autoridade policial
O empresário Valdivino Marques de Souza, conhecido na região como “Marquin do Atende”, apresentou-se voluntariamente à Delegacia de Polícia Civil de Bom Jesus do Tocantins na última terça-feira (26). A ação ocorreu no contexto da operação Child Protection, deflagrada pela Polícia Civil do Pará para desarticular uma rede suspeita de crimes sexuais contra crianças e adolescentes no sudeste paraense.
Acompanhado por seu advogado, Diego Adriano Freires, o investigado prestou depoimento formal às autoridades. Embora existisse um mandado de busca e apreensão expedido contra ele durante a fase ostensiva da operação, o empresário não havia sido localizado pelas equipes policiais no momento das diligências iniciais.
Defesa nega envolvimento e cita regularidade de armas
Após prestar esclarecimentos, Valdivino Marques de Souza foi liberado e responde ao inquérito em liberdade. Em sua oitiva, o empresário negou categoricamente qualquer participação nos crimes investigados, que incluem suspeitas de favorecimento à prostituição de menores e estupro de vulnerável.
Sobre as armas encontradas em sua residência durante a operação, a defesa sustentou que os itens possuem registro legal. O empresário afirmou ser integrante da categoria CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador), alegando que a posse do armamento está devidamente regularizada junto aos órgãos competentes.
Andamento das investigações e sigilo judicial
O advogado Diego Adriano Freires, embora tenha evitado detalhes específicos devido ao segredo de justiça que envolve o caso, reforçou a tese de inocência de seu cliente. Segundo a defesa, o empresário está colaborando integralmente com a Justiça e mantém-se à disposição para novos esclarecimentos necessários ao avanço das apurações.
A operação Child Protection tem gerado grande repercussão social no estado, especialmente por envolver nomes conhecidos no cenário empresarial de Marabá e cidades vizinhas. Enquanto o inquérito segue em curso, a situação dos demais investigados varia:
- Jonas, Saulo da Farmácia e Osvaldo Baião permanecem detidos no sistema prisional de Marabá.
- O advogado Edinaldo, também alvo da operação, obteve o benefício de prisão domiciliar.
Contexto da operação e próximos passos
A Polícia Civil do Pará ainda não apresentou uma conclusão definitiva sobre a participação individual de cada investigado nos crimes apurados. O caso, que segue sob sigilo, é acompanhado de perto pela sociedade local, que aguarda o desfecho das diligências para entender a extensão das denúncias que abalaram a região do sudeste paraense.
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