Em um gesto de reconhecimento histórico e reparação, a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) emitiram retratações públicas pelo uso de cadáveres de pessoas internadas em hospitais psiquiátricos em suas aulas de anatomia. As declarações, divulgadas pela UFJF nesta segunda-feira, 18 de maio de 2026, e pela UFMG no mês passado, marcam um momento significativo na luta antimanicomial brasileira, confrontando um passado sombrio da saúde pública e do ensino superior no país.
luta: cenário e impactos
As instituições assumem sua conivência com práticas que desumanizaram e marginalizaram indivíduos, cujos corpos foram utilizados sem consentimento, refletindo uma era de segregação social e violência institucionalizada. Este pedido de desculpas não é apenas um reconhecimento formal, mas um compromisso com a memória, a ética e a construção de um futuro mais humano no tratamento da saúde mental.
O passado sombrio dos manicômios brasileiros
A história da saúde mental no Brasil é marcada por episódios de profunda desumanização, onde a