A eliminação precoce na Copa do Mundo de 2026, marcando a sexta queda consecutiva e a pior campanha da Seleção Brasileira desde o Mundial de 1990 na Itália, acende um alerta e direciona os olhares do futebol nacional para o próximo ciclo. Com a Copa do Mundo de 2030 no horizonte, a grande questão que se impõe é: quais nomes estarão aptos a defender a camisa amarela e verde no futuro?
O técnico Carlo Ancelotti, em coletiva de imprensa nos Estados Unidos após a derrota por 2 a 1 para a Noruega, foi categórico ao admitir a necessidade urgente de renovação. O foco principal, segundo o treinador, recai sobre o meio-campo, setor que esteve longe de ser unanimidade durante a última competição.
A urgência da renovação no meio-campo da Seleção Brasileira 2030
O desempenho do meio-campo na Copa de 2026 gerou críticas intensas. Embora tenha marcado um gol na vitória por 2 a 1 sobre o Japão, nas oitavas de final, Casemiro foi alvo de reclamações da torcida. Com 34 anos na última Copa, o volante chegará aos 38 em 2030, levantando dúvidas sobre sua capacidade de manter o alto nível. O jogador de linha mais velho convocado por Ancelotti para o torneio de 2026 foi o lateral Alex Sandro, de 35 anos.
Fabinho, substituto imediato de Casemiro, completa 33 anos em outubro, o que o deixaria próximo dos 37 no Mundial de 2030. Entre os meio-campistas chamados por Ancelotti para a última Copa, apenas Danilo Santos, que terá 29 anos na próxima edição, se enquadra na faixa etária ideal para um novo ciclo. O volante, que seria o substituto natural do contundido Lucas Paquetá, foi preterido pelo atacante Gabriel Martinelli no decisivo jogo contra a Noruega.
“É evidente que, no meio-campo, acho que tem que sair jogadores de nível, jovens. Temos jovens no futebol brasileiro que podem estar na seleção no futuro”, afirmou Ancelotti no último domingo (5), reforçando a necessidade de buscar novos talentos.
Jovens promessas para o setor central
A busca por novos talentos já aponta para alguns nomes promissores. Entre os jogadores já convocados pelo técnico italiano, destaca-se Andrey Santos, do Chelsea (Inglaterra). Ex-Vasco, o meio-campista de 22 anos terá 26 em 2030 e fez parte da pré-lista para a última Copa.
Outro jovem com potencial é André, volante de 24 anos do Wolverhampton (Inglaterra). Campeão da Libertadores pelo Fluminense em 2023, ele foi cotado para ser titular no início do ciclo de 2026, mas perdeu espaço devido à má fase de seu clube, rebaixado para a segunda divisão inglesa. No mesmo clube europeu atua o meia João Gomes, de 25 anos, ex-Flamengo e também presente na pré-lista.
Não se pode esquecer de Lucas Beraldo, do Paris Saint-Germain (França). Embora tenha se destacado como zagueiro no São Paulo, o jovem de 22 anos tem sido utilizado como volante pelo técnico Luís Enrique, mostrando versatilidade que pode ser valiosa.
Da nova geração que ainda não teve oportunidade na seleção principal, alguns nomes já são fundamentais em seus clubes no Campeonato Brasileiro. São os casos do volante Bruno Bidon, de 21 anos, do Corinthians; do também volante Martinelli, de 24 anos, do Fluminense; e do meia Gabriel Bontempo, de 21 anos, do Santos.
A renovação nas laterais e a busca por novos goleiros
Além do meio-campo, as laterais também foram alvo de críticas ao longo do ciclo de 2026. A prova disso foi a opção de Ancelotti por convocar Éderson, um volante, após o corte de Wesley, que seria o titular da lateral direita. Na estreia contra Marrocos, o treinador escalou Ibañez, um zagueiro, e depois Danilo, que não é titular absoluto no Flamengo e tem atuado na zaga.
Wesley, da Roma (Itália), deve seguir no novo ciclo. O ex-Flamengo, que completa 23 anos em setembro, era a aposta de Ancelotti para a lateral direita, já que não contava com Éder Militão, do Real Madrid (Espanha), contundido. Militão, com quem o técnico já trabalhou, terá 32 anos em 2030. Outros nomes para a direita incluem Vanderson (Mônaco, 29 anos em 2030), Vitinho (Botafogo, 28 anos), Yan Couto (Borussia Dortmund, 28 anos) e Arthur (Bayer Leverkusen, 23 anos).
Na lateral esquerda, a renovação deve ser mais profunda, já que Alex Sandro e Douglas Santos terão 39 e 36 anos, respectivamente, em 2030. Da pré-lista, destacam-se Kaiki Bruno (Como, Itália, 23 anos), que estreou na seleção em março, e Luciano Juba (Bahia, 26 anos). Outras opções são Cuiabano (Vasco, 23 anos) e Abner Vinícius (Lyon, França, 26 anos). Souza, negociado pelo Santos com o Tottenham, é mais jovem (20 anos), mas ainda busca se firmar na Inglaterra.
A camisa 1 também passará por mudanças. Embora Alisson (33) e Ederson (32) possam integrar as próximas listas, a expectativa é por caras novas. Bento (Al-Nassr, 27 anos), que terá 31 em 2030, pode retornar. Hugo Souza (Corinthians, 27 anos) e Carlos Miguel (Palmeiras, 27 anos) são outras possibilidades. Luiz Júnior (Villarreal, Espanha, 25 anos) e Gabriel Brazão (Santos, 25 anos) são goleiros valiosos no mercado e com grande potencial para o futuro.
A reconstrução da Seleção Brasileira para 2030 é um processo complexo que exige visão de longo prazo e coragem para apostar em novos talentos. Acompanhe todas as novidades e análises aprofundadas sobre o futuro do futebol brasileiro e muito mais aqui no Portal Pai D’Égua, seu portal multitemático com informação relevante, atual e contextualizada.