Ação policial contra crimes de vulnerabilidade
A Polícia Civil do Estado do Pará deflagrou a operação Igarapé Protegido com o objetivo de desarticular um esquema de coação e violência contra uma criança de oito anos. A ação, conduzida pela Delegacia de Oeiras do Pará, resultou na prisão de duas mulheres suspeitas de submeterem a vítima a interrogatórios violentos e constrangimentos severos, manobras utilizadas para acobertar crimes de abuso sexual.
A operação contou com o apoio estratégico da Polícia Militar local, da Delegacia de Curralinho e da equipe da Sala Lilás, especializada no atendimento a vítimas de violência. A intervenção policial, realizada na quinta-feira (30), reforça o compromisso das autoridades estaduais no combate a crimes que atentam contra a dignidade sexual de menores de idade.
Aplicação da Lei Henry Borel
O delegado Caio Versiani, titular da Delegacia de Oeiras do Pará, destacou a gravidade do caso. Segundo as investigações, as suspeitas não apenas omitiram os abusos, mas atuaram ativamente na coação da criança dentro do ambiente doméstico. Por conta dessa dinâmica, a autoridade policial aplicou a Lei Henry Borel (Lei nº 14.344/2022), que endurece as penas para crimes de violência contra crianças e adolescentes.
“A operação foi deflagrada para cumprir três mandados de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão. O foco é combater crimes contra a dignidade sexual de vulneráveis”, explicou o delegado. A aplicação da legislação específica reflete uma mudança de paradigma no tratamento jurídico de casos onde o ambiente familiar é utilizado para silenciar vítimas através do medo.
Desdobramentos em Curralinho e perícia técnica
Além das prisões em Oeiras do Pará, a operação estendeu suas diligências até o município de Curralinho. No local, um homem foi preso em cumprimento a um mandado de prisão em aberto por crimes contra vulnerável e descumprimento de medida protetiva. A integração entre as delegacias regionais tem sido fundamental para o sucesso das ações de repressão qualificada no estado.
Durante as diligências, aparelhos celulares foram apreendidos e serão submetidos a perícia técnica. O material coletado deve fornecer elementos cruciais para a continuidade do inquérito policial. Todos os envolvidos passaram por exame de corpo de delito e aguardam transferência para o sistema prisional, à disposição do Poder Judiciário.
Canais de denúncia e proteção
As investigações seguem em curso com o suporte da escuta especializada, garantindo que a vítima seja ouvida em ambiente seguro e acolhedor. A Polícia Civil reforça que a colaboração da sociedade é indispensável para o sucesso dessas ações. Denúncias podem ser feitas de forma anônima e gratuita pelo Disque-Denúncia, no número 181, ou pelo serviço de inteligência artificial Iara, via WhatsApp (91) 3210-0181.
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