O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado na manhã desta sexta-feira (1º) no Hospital DF Star, em Brasília, para ser submetido a uma cirurgia no ombro. O procedimento, necessário para tratar uma lesão no manguito rotador direito, ocorre em um contexto de acompanhamento judicial, uma vez que o ex-mandatário cumpre prisão domiciliar humanitária.
A intervenção cirúrgica, que tem duração estimada em três horas, foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após um pedido da defesa de Bolsonaro e um parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). A internação e a cirurgia representam um desdobramento importante na saúde do ex-presidente, que tem exigido atenção médica constante nos últimos meses.
O procedimento cirúrgico e a recuperação
A cirurgia no manguito rotador direito é um procedimento comum para reparar tendões danificados no ombro, condição que pode causar dor e limitação de movimentos. De acordo com informações divulgadas pela ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, em suas redes sociais, o processo envolve cerca de duas horas de preparação, incluindo a colocação de um cateter de medicação, seguidas pelas três horas estimadas para a realização da cirurgia em si.
A recuperação de uma cirurgia no manguito rotador geralmente exige um período de imobilização e fisioterapia, que pode se estender por várias semanas ou meses. O acompanhamento médico será crucial para garantir a plena reabilitação do ex-presidente, especialmente considerando seu histórico de saúde recente.
Autorização judicial e o contexto legal
A necessidade de autorização judicial para a cirurgia de Jair Bolsonaro decorre de sua situação legal. Há uma semana, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um parecer favorável ao pedido da defesa do ex-presidente para que ele pudesse deixar a prisão domiciliar e realizar o procedimento médico. Essa autorização foi concedida pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, responsável pela execução penal do ex-presidente.
A decisão de Moraes permitiu que Bolsonaro fosse internado em uma unidade hospitalar privada, reforçando a prerrogativa de acesso à saúde, mesmo sob custódia judicial. Este trâmite legal sublinha a complexidade da situação do ex-presidente, que concilia questões de saúde com as determinações da Justiça.
Prisão domiciliar e antecedentes da condenação
Desde 24 de março, Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária, uma medida concedida pelo ministro Alexandre de Moraes após o ex-presidente ter sido internado no mesmo hospital DF Star para tratar um quadro de pneumonia bacteriana. Antes disso, ele estava detido no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.
A prisão domiciliar e a necessidade de autorização para procedimentos médicos estão diretamente ligadas à sua condenação. Em setembro de 2025, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-presidente a 27 anos e 3 meses de prisão na ação penal referente à trama golpista. Este é um dos processos mais significativos envolvendo Bolsonaro, e seus desdobramentos continuam a ser acompanhados de perto pela opinião pública e pela imprensa.
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