Mobilização nacional foca na saúde da pessoa idosa
Neste sábado (30), Belém se une a um esforço nacional de saúde pública com a realização do Dia E, parte do projeto HU Brasil em Ação. A iniciativa, que ocorre simultaneamente em 45 hospitais universitários federais de todo o país, concentra esforços no atendimento à população idosa, um segmento que demanda atenção crescente do sistema público. No Pará, a expectativa é que o Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Pará (UFPA), composto pelos hospitais Barros Barreto e Bettina Ferro, realize cerca de 3 mil procedimentos ao longo do dia.
A ação é estratégica para o Sistema Único de Saúde (SUS), funcionando como um mecanismo de aceleração para o acesso a consultas, exames e cirurgias eletivas que já estavam regulados. É importante ressaltar que, para garantir a organização e a eficiência do fluxo, o atendimento em Belém é restrito a pacientes previamente agendados. Não haverá abertura para demanda espontânea, sendo fundamental que os pacientes confirmados compareçam conforme as orientações recebidas previamente pelas unidades.
Especialidades e procedimentos nos hospitais universitários
A divisão de serviços entre as duas unidades hospitalares busca otimizar a oferta de cuidados. No Bettina Ferro, o foco está voltado para as áreas de oftalmologia e otorrinolaringologia. O cronograma inclui exames auditivos e oftalmológicos, além de cirurgias para tratar condições comuns na terceira idade, como catarata, glaucoma, estrabismo e pterígio. O suporte na adaptação de aparelhos auditivos também é um dos pilares da assistência oferecida na unidade.
Já o Barros Barreto concentra uma gama diversificada de exames de imagem e procedimentos cirúrgicos de maior complexidade. A unidade disponibiliza tomografias, ressonâncias magnéticas, ultrassonografias, mamografias e colonoscopias. Além disso, o mutirão abrange biópsias, espirometrias e tratamentos oncológicos, como quimioterapia e radioterapia. Cirurgias como hernioplastias e colecistectomias, além de procedimentos odontológicos, completam o leque de intervenções planejadas para reduzir as filas de espera.
O desafio do envelhecimento populacional
A realização do Dia E ganha contornos de urgência diante da transição demográfica brasileira. Dados do IBGE indicam que a parcela da população com 60 anos ou mais saltou de 11,3% em 2012 para 16,6% em 2025. As projeções apontam que, em quatro décadas, quase 38% dos brasileiros estarão nesta faixa etária. Esse cenário exige que o sistema de saúde não apenas amplie a oferta de serviços, mas também qualifique o atendimento para as necessidades específicas do envelhecimento.
Além do impacto direto na redução das filas, o projeto desempenha um papel fundamental na formação acadêmica. Ao envolver residentes e graduandos em uma força-tarefa de grande escala, a iniciativa promove o aprendizado prático e reforça a importância de um cuidado humanizado. Com quase 100 mil atendimentos realizados em 2025 e uma edição anterior focada na saúde da mulher em março de 2026, o HU Brasil em Ação consolida-se como uma política de saúde essencial para a rede federal.
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