Retorno aos gramados e planos para o futuro
Após um longo período de inatividade, o volante Matheus Vargas voltou a vestir a camisa do Paysandu em um momento decisivo. O jogador, que esteve afastado dos gramados por nove meses devido a uma grave lesão no joelho, reapareceu na vitória sobre o Nacional do Amazonas, na última quarta-feira, 20, em confronto válido pela final da Copa Norte. O retorno marca uma nova etapa na carreira do atleta, que agora volta suas atenções para a definição de sua permanência no clube paraense.
Com vínculo atual vigente apenas até o dia 31 de maio de 2026, o jogador não esconde o desejo de estender sua trajetória na Curuzu. Em entrevista realizada durante a reapresentação do elenco no CT Raul Aguilera, nesta quinta-feira, 21, o meio-campista confirmou que as conversas para a renovação contratual já foram iniciadas entre seu staff e a diretoria bicolor, representada pelo executivo de futebol Marcelo Sant’Ana.
Negociações em curso e identificação com o clube
O volante, que chegou ao Paysandu no início de 2025 e acumula 36 partidas oficiais, reforçou que a decisão de permanecer partiu de uma vontade pessoal, reiterada em diversas oportunidades. Segundo o atleta, o processo de negociação está sendo conduzido com transparência e otimismo por ambas as partes, visando um desfecho que contemple tanto os interesses do clube quanto os do jogador.
“Deixei o meu representante a par disso. Na semana passada, eles reiniciaram essa conversa de uma possível renovação. Eu falei que gostaria de permanecer, gostaria de ficar”, afirmou Matheus Vargas. A expectativa é que o novo acordo possa estender o compromisso até o final da temporada, consolidando a continuidade do trabalho iniciado no ano anterior.
Superação de um drama pessoal
A trajetória recente do jogador foi marcada por um desafio físico significativo. Durante a 18ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro de 2025, em partida contra o Amazonas, o atleta sofreu uma ruptura no ligamento cruzado do joelho. O incidente não apenas interrompeu sua sequência de jogos, mas também frustrou uma possível transferência para o exterior, que na época seria fundamental para que o clube quitasse dívidas com o Torreense, de Portugal, e resolvesse o impedimento de registro de novos atletas, conhecido como transfer ban.
O processo de recuperação exigiu dedicação absoluta, envolvendo cirurgia e um longo período de fisioterapia. Mesmo após a liberação pelo departamento médico no início de 2026, o jogador passou por um rigoroso cronograma de recondicionamento físico para garantir segurança em seu retorno. O atleta destaca que a felicidade em atuar pelo clube é o principal combustível para superar os obstáculos enfrentados. “Eu sou feliz aqui no Paysandu. Isso eu deixo bem claro, acho que desde o ano passado é muito visível”, concluiu.
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