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Copa Verde revive memórias de 2002 com coincidências entre Paysandu e times amazonenses

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1 a 0 em cima do Nacional do Amazonas nessa quarta-feira, 20, deixou o Paysandu
Reprodução Oliberal

O futebol regional vive um momento de nostalgia e reencontro com a história. A recente vitória do Paysandu por 1 a 0 sobre o Nacional, do Amazonas, nesta quarta-feira, 20, trouxe à tona lembranças de um período áureo para o clube bicolor. O confronto, válido pela fase inicial da Copa Verde, remete diretamente à última edição da extinta Copa Norte, realizada em 2002, quando o Papão também cruzou o caminho de um representante amazonense na grande final.

O peso da tradição e a semelhança com o passado

A coincidência não passou despercebida pelos torcedores mais atentos. Assim como no cenário atual, a final da Copa Norte de 2002 foi decidida com um placar magro no primeiro embate contra uma equipe do Amazonas, o São Raimundo. Naquela época, o torneio possuía uma abrangência maior, incluindo clubes do Maranhão e Piauí, e servia como um termômetro de força para as equipes do Norte e Nordeste.

A campanha bicolor em 2002 foi marcada por uma soberania notável. Dividindo o grupo inicial com o arquirrival Remo e as equipes amapaenses Independente e São José, o Paysandu garantiu a liderança da chave com 12 pontos. O clássico Re-Pa, sempre um evento à parte, terminou empatado em 1 a 1, mas foi na fase seguinte que a superioridade bicolor se consolidou, garantindo a vaga na decisão contra o São Raimundo.

Elenco histórico e o domínio de Givanildo Oliveira

O time que entrou em campo em 2002 é frequentemente citado como um dos mais qualificados da história do clube. Sob o comando técnico de Givanildo Oliveira, o elenco contava com nomes que se tornaram ídolos da torcida, como os defensores Gino, Sérgio e Luís Fernandes, além de uma linha de frente letal composta por Zé Augusto e Vandick, com o suporte criativo de Lecheva, Sandro e Rogerinho Gameleira.

No primeiro jogo da final, realizado no estádio Vivaldão, em Manaus, o Paysandu demonstrou a eficiência que viria a ser sua marca registrada. Com um gol solitário de Zé Augusto aos 12 minutos do primeiro tempo, a equipe garantiu a vantagem mínima, pavimentando o caminho para o título que seria confirmado dias depois.

A consagração na Curuzu e o ano mágico de 2002

O desfecho daquela conquista ocorreu no dia 28 de abril de 2002, no estádio da Curuzu. Diante de sua torcida, o Papão não deu chances ao adversário. Lecheva, em uma tarde inspirada, marcou duas vezes — uma delas de pênalti —, enquanto Sandro completou o placar de 3 a 0. Com o agregado de 4 a 0, o Paysandu sagrou-se campeão da Copa Norte, garantindo vaga na Copa dos Campeões.

Aquele título foi apenas o início de um ano inesquecível para a nação bicolor. Após a conquista regional, o clube ainda levantaria a taça do Campeonato Paraense contra a Tuna Luso e, em julho, alcançaria o ápice ao vencer o Cruzeiro na Copa dos Campeões, assegurando uma histórica participação na Conmebol Libertadores de 2003. Para mais detalhes sobre a trajetória dos clubes paraenses e análises aprofundadas do cenário esportivo, continue acompanhando o Portal Pai D’Égua, seu compromisso diário com a informação de qualidade.

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