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Exposição Anãma Tapajó celebra ancestralidade e inclusão em Santarém

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ancestralidade e acessibilidade Ascom/Divulgação
Reprodução G1

A conexão entre memória e arte no Centro Cultural João Fona

Santarém, no oeste do Pará, recebe a partir desta terça-feira (6) a exposição Anãma Tapajó: Histórias e Memórias Impressas no Barro. O evento, que ocorre no Centro Cultural João Fona, propõe uma imersão profunda na identidade amazônica, utilizando a cerâmica arqueológica da região como ponto de partida para uma narrativa visual contemporânea. A mostra, com entrada gratuita, permanece aberta ao público até o dia 22 de maio.

O projeto é viabilizado por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), com suporte da Secretaria de Estado de Cultura do Pará e da Secretaria Municipal de Cultura. O termo Anãma, de raiz Tupi-Guarani, foi escolhido para batizar a iniciativa por evocar conceitos de povo, nação e família, elementos centrais na construção da identidade dos povos que habitam a bacia do rio Tapajós.

Inclusão e acessibilidade como pilares da mostra

Um dos diferenciais mais significativos desta edição é o compromisso com a acessibilidade. A exposição foi pensada para romper barreiras sensoriais, integrando obras em baixo relevo e recursos de audiodescrição. O trabalho foi conduzido em parceria com Jeter Rezende, presidente da Associação Santarena para Inclusão das Pessoas Cegas e com Baixa Visão, garantindo que o acervo seja plenamente fruível por pessoas com deficiência visual.

A iniciativa busca democratizar o acesso ao patrimônio cultural. No dia 15 de maio, alunos do Centro de Atendimento Educacional Especializado Dr. José Tadeu participarão de uma vivência sensorial, onde o tato será a principal ferramenta de leitura das peças. Segundo os organizadores, essa abordagem é um passo importante para fomentar o espírito crítico e o interesse pela história local em públicos que, historicamente, encontram poucos espaços adaptados em museus e centros culturais.

Pesquisa artística e legado cultural

A base da exposição reside em uma rigorosa pesquisa estilística realizada pelo artista Vítor Matos. Ao analisar fragmentos cerâmicos do acervo do próprio Centro Cultural João Fona, Matos selecionou 51 peças que serviram de inspiração para a criação de 95 novos itens artísticos. O conjunto inclui pinturas em aquarela, pastel a óleo e impressões em tecidos, como redes que remetem diretamente ao cotidiano dos povos ribeirinhos.

O projeto transcende o espaço expositivo ao materializar-se também em um livro artesanal de 52 páginas. A obra conta com a apresentação de Renato Sussuarana, da Associação de Letras e Artes de Santarém, e um prefácio assinado pela arqueóloga Lílian Rebelato, da Universidade Federal do Oeste do Pará. O livro serve como um registro documental que preserva a memória do processo criativo para futuras gerações.

Programação e engajamento comunitário

Além da visitação, a mostra promove a formação de público por meio de oficinas voltadas tanto para servidores do centro cultural quanto para a comunidade em geral. Essas atividades buscam compartilhar as técnicas de produção artística e o significado das peças expostas. O encerramento, marcado para o dia 22 de maio, contará com o lançamento oficial do livro e uma roda de conversa aberta ao público.

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