A prisão após denúncia de crime contra criança
A Polícia Civil do Pará efetuou, na última sexta-feira (29), a prisão em flagrante de Herisson Alef Matos Ferreira, de 33 anos. O empresário é o principal suspeito de ter cometido o crime de estupro contra uma criança de 11 anos no município de Abaetetuba, localizado no nordeste paraense. A detenção ocorreu na sede da Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deaca), para onde o investigado se dirigiu acompanhado de sua defesa.
Coação de testemunhas e agravamento do caso
Além da acusação de estupro, as autoridades policiais autuaram o suspeito por coação no curso do processo. Segundo as investigações, após a denúncia do crime, o empresário teria tentado interferir na apuração dos fatos ao entrar em contato, via redes sociais, com uma adolescente de 13 anos. Em mensagens de texto e áudios, ele teria orientado a testemunha a não prestar esclarecimentos às autoridades, configurando uma tentativa de obstrução da justiça.
Contexto de revolta e pressão social
O caso, que teve início com a denúncia feita pela mãe da vítima no dia 25 de maio, gerou grande comoção e protestos na cidade de Abaetetuba. A revolta da população foi motivada pela demora na expedição de uma decisão judicial sobre o pedido de prisão preventiva e medidas protetivas. Devido ao abalo psicológico sofrido pela criança e à falta de um amparo legal imediato, a família precisou retirar a vítima da escola, agravando o impacto social do episódio.
Posicionamento da defesa e próximos passos
Em nota oficial, o escritório Denilza Teixeira Advocacia e Consultoria Jurídica, que representa o empresário, afirmou que a apresentação do investigado à polícia foi uma medida planejada pela defesa para viabilizar os esclarecimentos necessários. O comunicado ressalta que os fatos são graves e devem ser apurados dentro dos princípios do contraditório e da ampla defesa.
Após ser interrogado na delegacia, Herisson Alef Matos Ferreira foi encaminhado ao sistema prisional de Abaetetuba, onde permanece à disposição do Poder Judiciário. O processo tramita sob segredo de Justiça para garantir a integridade e a preservação da identidade da vítima, conforme determina a legislação brasileira para casos envolvendo menores de idade. Para mais informações sobre este e outros desdobramentos, acompanhe o Portal Pai D’Égua, seu compromisso diário com a informação regional de qualidade e credibilidade.