A Fundação Cultural do Pará (FCP) celebrou o encerramento do primeiro módulo de oficinas do Núcleo de Oficinas Curro Velho, em Belém, marcando um período de intenso aprendizado e expressão artística. O evento, realizado no dia 28 de abril de 2026, reuniu alunos e instrutores para a apresentação vibrante dos resultados práticos alcançados nas turmas iniciadas no primeiro trimestre do ano. Com a conclusão bem-sucedida desta etapa, a instituição já se prepara para o próximo ciclo, anunciando a abertura de inscrições para um segundo módulo ainda mais abrangente, reforçando seu papel vital na promoção cultural e social da capital paraense.
Celebração de Talentos e Expressões Artísticas
O palco do Curro Velho foi tomado por demonstrações do talento desenvolvido pelos participantes. A programação de encerramento destacou a diversidade das linguagens artísticas oferecidas, com apresentações que encantaram o público. Entre os pontos altos, a mostra dos resultados da oficina de teclado, coordenada pelo professor David Zacarias, revelou a musicalidade dos alunos. A criatividade também floresceu na oficina de bonecas de pano, ministrada pela professora Helena Segtovich, onde a arte manual ganhou vida. A energia contagiante da percussão, sob a orientação de Charles Matos, fechou o ciclo de apresentações, evidenciando a riqueza rítmica cultivada no espaço.
Expansão e Novas Oportunidades no Curro Velho
Com o sucesso do primeiro módulo, o Curro Velho já está com os preparativos avançados para o próximo período pedagógico. As inscrições para o segundo módulo serão abertas na próxima segunda-feira, dia 4 de maio, oferecendo uma gama ainda maior de opções, com mais de 40 modalidades disponíveis. Mika Nascimento, técnico em gestão cultural da FCP, ressaltou a importância dessa expansão. “Teremos duas oficinas de teatro, uma de teatro musical e uma de iniciação ao teatro, além de novas turmas de dança do ventre e dança de salão. Isso confirma a importância do Curro Velho na promoção da cultura para além da vida material, como um lugar onde se pode aprender uma habilidade nova”, afirmou. A diversidade de cursos visa atender a diferentes interesses e idades, consolidando o espaço como um polo de formação artística e cultural.
Acolhimento e Transformação Social pela Arte
Mais do que um centro de ensino, o Curro Velho se estabelece como um espaço de acolhimento e transformação pessoal. A instrutora Nazaré Maciel, que atua na fundação desde 2015, exemplifica essa realidade. Após um período de afastamento por motivos familiares, ela retornou ao espaço como aluna da oficina de bonecas, encontrando na arte um caminho para a ressignificação. “Este espaço tem uma função muito importante de acolhimento. Percebi a capacidade que eu tinha de criação e isso me transformou. Agora, estou em um processo de ressignificação da vida, buscando o que gosto de fazer”, relatou Nazaré, que se prepara para retomar seu posto como instrutora no próximo módulo, trabalhando com reciclagem de vidro e papietagem.
A diretora do Núcleo de Oficinas Curro Velho, Celeste Iglesias, reforçou a visão da instituição. “O Curro Velho é um espaço de acolhimento e escuta, onde o processo criativo serve como ferramenta para a ressignificação de trajetórias pessoais. Ver o resultado dessas oficinas e o envolvimento de instrutores e alunos reforça nossa missão de promover uma educação social por meio da arte, garantindo que o aprendizado técnico caminhe junto com o bem-estar e a integração da nossa comunidade”, destacou. A equipe de instrutores, que inclui desde jovens egressos de escolas de teatro até mestres experientes como Mestre Abaité, de dança de salão, promove uma rica troca de saberes, essencial para a vitalidade cultural da cidade.
Democratização do Acesso e Impacto na Comunidade
A Fundação Cultural do Pará, por meio do Curro Velho, reafirma seu compromisso com a democratização do acesso à cultura. As oficinas são gratuitas para alunos da rede pública de ensino, uma iniciativa crucial para garantir que a formação artística chegue a todos. Para os demais interessados, é cobrada uma taxa simbólica de 20 reais, tornando a participação acessível e sustentável. Este modelo busca não apenas estimular a produção cultural na vizinhança do bairro do Telégrafo, mas também em toda a capital paraense, fortalecendo a cidadania e a identidade cultural da população.
A realização contínua dessas atividades sublinha o papel fundamental da FCP como o principal órgão do estado responsável pela execução das políticas públicas de cultura do Pará. Ao manter e expandir núcleos de formação como o Curro Velho, a Fundação Cultural do Pará assegura a continuidade de processos educativos que unem o aprendizado técnico ao fortalecimento da cidadania e da identidade cultural da população. Para mais informações sobre as ações da Fundação, os interessados podem acessar o site oficial da FCP em fcp.pa.gov.br.
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