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Banco Central reduz taxa Selic para 14,50% ao ano em meio a incertezas globais

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ém, não avançou. O economista não é bem avaliado entre os agentes financeiros po
Reprodução Poder360

O Banco Central do Brasil oficializou uma nova redução na taxa básica de juros, a Selic, que passou de 14,75% para 14,50% ao ano. A decisão, tomada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em 29 de abril de 2026, marca o segundo corte consecutivo promovido pela autoridade monetária, consolidando uma queda acumulada de 0,50 ponto percentual. Apesar do movimento de flexibilização, o tom adotado pela instituição permanece cauteloso diante de um cenário internacional marcado por instabilidades geopolíticas.

selic: cenário e impactos

Cenário externo e cautela na política monetária

Em ata divulgada nesta terça-feira (5.mai.2026), o Banco Central enfatizou que a condução da política monetária exige serenidade e cautela. A autoridade monetária justifica a postura defensiva citando a persistência dos conflitos no Oriente Médio, envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos. Segundo o documento, a falta de clareza sobre a extensão e a duração dessas tensões eleva o risco de impactos duradouros nas cadeias globais de produção e distribuição, o que pressiona os preços internos.

O impacto inflacionário já é sentido na economia brasileira. A inflação anualizada, medida pelo IPCA, atingiu 4,14% em março, situando-se próxima ao teto da meta estabelecida. Diante desse quadro, o Banco Central revisou a projeção de inflação para 2026 para 4,6%, patamar que supera o limite superior da meta oficial. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, já havia sinalizado anteriormente que, embora houvesse uma margem de manobra na política monetária, a prudência é necessária frente à incerteza global.

Copom opera com quórum reduzido

Além dos desafios macroeconômicos, o Copom tem enfrentado dificuldades operacionais. O colegiado, que deveria contar com nove integrantes — oito diretores e o presidente —, tem realizado suas reuniões com um número reduzido de votantes. Desde dezembro de 2025, duas cadeiras na diretoria do Banco Central permanecem vagas após o término dos mandatos de Renato Dias de Brito Gomes e Diogo Abry Guillen.

A indicação de novos nomes para essas posições é uma prerrogativa do presidente Lula, mas o processo tem enfrentado entraves. A sugestão do nome de Guilherme Mello, apoiada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não avançou devido à resistência de agentes financeiros, que avaliam com reserva as posições do economista sobre temas como juros e inflação. Para que os novos diretores assumam, é necessário que passem por sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado e obtenham aprovação no plenário da Casa.

Impactos e perspectivas para o mercado

A decisão de reduzir a Selic para 14,50% foi unânime entre os diretores presentes na última reunião, que contou com a participação de seis dos nove membros. A ausência de Rodrigo Teixeira, diretor de Administração, ocorreu por motivo de falecimento de familiar em primeiro grau. A expectativa do mercado financeiro agora se volta para os próximos passos do Copom, que condiciona a continuidade do ciclo de cortes à evolução das informações sobre o cenário geopolítico.

A trajetória dos juros no Brasil, historicamente volátil, reflete a busca por um equilíbrio entre o controle da inflação e o estímulo ao crescimento econômico. Enquanto o Banco Central mantém o patamar da Selic em níveis restritivos, a economia brasileira segue monitorando os reflexos externos que podem ditar o ritmo da política monetária nos próximos meses. Para acompanhar os desdobramentos dessa e de outras notícias que impactam o seu bolso e o cenário nacional, continue acompanhando o Portal Pai D’Égua, seu compromisso diário com a informação de qualidade e a análise aprofundada dos fatos que movem o país.

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