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Acolhimento a mães em UTI: HRPM inova com suporte psicológico no Marajó

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Imagem gerada com IA
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O Hospital Regional Público do Marajó (HRPM) tem se destacado por uma iniciativa que transcende o cuidado médico tradicional, focando no bem-estar emocional de um dos pilares mais sensíveis do ambiente hospitalar: as mães de pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal e Pediátrica. Na última sexta-feira, dia 24 de abril de 2026, o hospital promoveu mais uma edição do projeto Grupoterapia para mães, um esforço contínuo para fortalecer o acolhimento e oferecer um ambiente de suporte em momentos de grande vulnerabilidade.

A internação de um recém-nascido ou de uma criança em estado grave na UTI é, sem dúvida, um dos períodos mais desafiadores para uma família. A angústia, o medo e a incerteza são sentimentos constantes que demandam um olhar atento e uma abordagem que vá além dos procedimentos clínicos. É nesse contexto que a grupoterapia se insere, buscando oferecer um espaço seguro para a troca de experiências e o suporte psicológico necessário.

Acolhimento essencial: o papel da Grupoterapia no HRPM

A iniciativa do HRPM, mediada pelos psicólogos Ingrid Cardoso e Vinícius Vanzaler, consiste em rodas de conversa estruturadas para atender às demandas emocionais dessas mães. A atuação conjunta dos profissionais visa fortalecer o cuidado psicológico, criando um ambiente mais acolhedor e sensível às particularidades de cada vivência durante a internação dos pequenos pacientes.

Segundo Vinícius Vanzaler, o projeto, que faz parte das ações do Grupo de Trabalho de Humanização (GTH) do hospital, reitera o compromisso da instituição com a humanização e o cuidado integral. “É o cuidado que vai além da assistência médica, incluindo o suporte emocional às famílias em um dos momentos mais delicados de suas vidas”, enfatiza o psicólogo, ressaltando a importância de uma abordagem holística na saúde.

O impacto emocional da UTI: um olhar humanizado

A presença de um filho na UTI é uma experiência que pode gerar um estresse psicológico significativo para os pais, especialmente para as mães, que muitas vezes se sentem isoladas e sobrecarregadas. A incerteza do prognóstico, a rotina hospitalar intensa e a separação do ambiente familiar são fatores que contribuem para um quadro de ansiedade e, por vezes, depressão. O ambiente da UTI, por sua natureza, é frequentemente percebido como frio e técnico, o que pode intensificar a sensação de desamparo.

Nesse cenário, o suporte psicológico emerge como uma ferramenta vital. A possibilidade de compartilhar medos, dúvidas e esperanças com outras mães que enfrentam situações semelhantes, em um espaço mediado por profissionais, permite a validação de sentimentos, a redução do isolamento e o desenvolvimento de estratégias de enfrentamento. Essa abordagem humanizada reconhece que a saúde do paciente está intrinsecamente ligada ao bem-estar de sua família, promovendo um ambiente de cuidado mais completo e eficaz, alinhado às melhores práticas de saúde pública que buscam a integralidade do ser humano.

A voz das mães: Samuele Silva Pereira e a importância do suporte

A eficácia do projeto é atestada pelas próprias participantes. Samuele Silva Pereira, de 28 anos, mãe do pequeno Ataíde Silva Souza, de 1 ano e 10 meses, internado no HRPM com pneumonia, expressou sua satisfação com o atendimento. “Achei o atendimento muito bom, muito rápido. Desde que cheguei, a equipe está agindo com agilidade, principalmente porque o caso do meu filho evoluiu muito rápido”, elogiou Samuele.

A professora de educação física destacou a relevância da roda de conversa promovida pela equipe de psicologia. “É algo que precisa acontecer mais vezes, com outras mães também”, afirmou, estendendo seus agradecimentos à equipe pelo acolhimento recebido. O depoimento de Samuele reforça como o suporte emocional e a oportunidade de compartilhar experiências são percebidos como elementos cruciais para as mães que vivenciam a internação de seus filhos, contribuindo para uma melhor adaptação e resiliência diante da adversidade.

HRPM: referência em saúde e humanização no Marajó

O Hospital Regional Público do Marajó é uma instituição fundamental na rede pública estadual de saúde, administrado pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). Atuando como referência para a população marajoara, o HRPM oferece atendimento de média e alta complexidade, sendo um pilar essencial para a saúde da região, que muitas vezes enfrenta desafios logísticos e de acesso a serviços especializados.

A localização estratégica do hospital, na Avenida Rio Branco, nº 1.266, Centro, facilita o acesso para os moradores do Marajó. Projetos como a Grupoterapia para mães demonstram o compromisso do HRPM não apenas com a excelência técnica, mas também com a promoção de um cuidado que abrange todas as dimensões do ser humano, consolidando sua posição como um centro de referência em saúde humanizada. Para mais informações sobre a política de humanização na saúde, você pode consultar fontes confiáveis como o Ministério da Saúde.

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