Estratégia fluvial no combate ao narcotráfico
Em uma ofensiva contundente contra o crime organizado, a Base Integrada Fluvial Candiru, vinculada à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup), retirou de circulação quase meia tonelada de entorpecentes em apenas uma semana. Entre os dias 13 e 20 de maio, as forças de segurança realizaram cinco ações distintas que interceptaram carregamentos ilícitos em embarcações que partiam de Manaus, no Amazonas, com destino a cidades como Santarém e Belém.
A maior parte do material foi localizada no dia 17 de maio, durante uma abordagem estratégica no estreito de Óbidos, no Baixo Amazonas. Na ocasião, os agentes apreenderam 357 quilos de entorpecentes, sendo 296 tabletes de substância análoga à maconha e 55 tabletes de material com características de pasta-base de cocaína. Todo o volume foi encaminhado para perícia técnica, reforçando o impacto da fiscalização nas rotas hidroviárias da região.
Tecnologia e faro policial contra o crime
As organizações criminosas têm diversificado suas táticas para burlar a fiscalização, utilizando compartimentos ocultos e estruturas metálicas soldadas. Em uma das operações, realizada em 13 de maio, quase 80 quilos de oxi foram encontrados dentro de cilindros metálicos, exigindo o uso de serras elétricas para a extração do material. Dois suspeitos foram detidos em flagrante durante essa intervenção.
O sucesso das operações também é atribuído ao emprego de cães farejadores da Polícia Militar, como Ísis e Tupã. O faro apurado dos animais tem sido decisivo para localizar drogas escondidas em locais de difícil acesso nas embarcações. Segundo o coronel Marcelo Albuquerque, diretor do Grupamento Fluvial de Segurança Pública (GFlu), a capacidade de adaptação das equipes tem superado as tentativas de inovação dos traficantes.
Integração das forças de segurança na Amazônia
A Base Candiru, entregue em 2022, faz parte de uma rede de monitoramento que inclui as bases Antônio Lemos e Baixo Tocantins. Para o secretário de Segurança Pública, coronel PM Ed-lin Anselmo, a estrutura é um pilar fundamental para o controle dos corredores fluviais. O trabalho é realizado de forma coordenada, unindo inteligência, tecnologia e presença permanente das forças de segurança.
O estreito de Óbidos, onde grande parte das apreensões ocorre, é considerado um gargalo natural para a navegação no rio Amazonas. Por ser um ponto de passagem obrigatória, a área tornou-se um local prioritário para a fiscalização de cargas. As ações integram o programa nacional Brasil Contra o Crime Organizado, que busca fortalecer o combate ao tráfico em todo o território brasileiro.
O Portal Pai D’Égua segue acompanhando o desdobramento dessas operações e os impactos das políticas de segurança pública na região amazônica. Continue conectado conosco para se manter informado sobre as notícias que movimentam o Pará e o Brasil, sempre com a credibilidade e a profundidade que você exige.