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Emater impulsiona PESCA sustentável e crédito rural no arquipélago do Marajó

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Divulgação
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Fortalecimento da pesca sustentável no Marajó

A Vila Crairu, localizada em Ponta de Pedras, no arquipélago do Marajó, tornou-se o centro de uma iniciativa que une preservação ambiental e desenvolvimento econômico. Doze famílias ribeirinhas receberam novos matapis, instrumentos artesanais de pesca confeccionados com palmeira jupati. A ação é fruto de uma parceria estratégica entre o escritório local da Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará) e a Secretaria Municipal de Agricultura (Semagri).

O diferencial dos novos equipamentos reside no design técnico. Com um espaçamento maior entre as talas de amarração, o matapi permite que apenas camarões adultos sejam capturados. Essa medida é fundamental para a preservação da espécie Macrobrachium amazonicum, o famoso camarão-da-amazônia, pois garante que os filhotes escapem e possam completar seu ciclo reprodutivo, evitando a sobrepesca na região.

Parcerias e o projeto Matapi-Pari

A entrega dos equipamentos faz parte do projeto multiinstitucional Matapi-Pari. A iniciativa ganhou fôlego renovado após a extensão do termo de cooperação técnica entre a Emater e a prefeitura local, oficializada no final de abril. O acordo não se limita apenas à distribuição de ferramentas, mas envolve o compartilhamento de mão de obra especializada e suporte logístico para as comunidades.

O trabalho também se conecta ao programa Floresta + Amazônia, uma iniciativa vinculada ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNud). Desde 2025, o projeto já beneficiou 145 agricultores familiares em Ponta de Pedras, totalizando quase R$ 800 mil em pagamentos por serviços ambientais. Esses recursos recompensam a preservação de cerca de três mil hectares de floresta nativa, consolidando o compromisso da região com a sustentabilidade.

Crédito rural e o futuro das famílias ribeirinhas

Além das ações ambientais, o suporte financeiro tem sido um pilar para a autonomia das famílias. Recentemente, 60 famílias ribeirinhas assinaram contratos de crédito rural pelo Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), com o apoio do Banco da Amazônia (Basa). Os recursos, na ordem de R$ 4 mil por família, são destinados ao fortalecimento da pesca artesanal de espécies como o cachorrinho-do-padre e o tamuatá, além do manejo de açaizais nativos.

Para produtores como o casal Elinete Silva e Mauro Sena, que dependem diretamente do rio Arapinã para o sustento, o crédito representa uma oportunidade de melhoria operacional. O investimento será direcionado para a reforma de embarcações e a compra de novos apetrechos, permitindo que a atividade pesqueira continue sendo a base da economia e da cultura alimentar dessas comunidades.

Compromisso com a informação

O trabalho de assistência técnica, segundo Martinho Morinaka, chefe do escritório da Emater em Ponta de Pedras, possui um forte viés educativo. O objetivo é integrar a conscientização socioambiental ao acesso efetivo a políticas públicas, culminando na construção coletiva do Acordo de Pesca do município. Para acompanhar o desenrolar dessas ações e ficar por dentro das iniciativas que transformam o Pará, continue acompanhando o Portal Pai D’Égua, seu compromisso diário com a informação de qualidade e credibilidade regional.

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