🎵 Rádio LiberalFM ao Vivo

Jorge Messias, após derrota no Senado, evoca Darcy Ribeiro e ressignifica o fracasso

Facebook
X
WhatsApp
Telegram
Imagem gerada com IA
Imagem gerada com IA

Em um gesto de resiliência e reflexão, o advogado-geral da União, Jorge Messias, utilizou suas redes sociais na quinta-feira, 30 de abril de 2026, para compartilhar um trecho marcante de um discurso do renomado educador, antropólogo e político mineiro Darcy Ribeiro (1922-1997). A publicação, feita um dia após a rejeição de seu nome pelo Senado Federal para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), trouxe à tona uma perspectiva sobre o fracasso que ecoa a própria trajetória de Messias.

O trecho compartilhado por Messias provém de um discurso proferido por Darcy Ribeiro na Universidade Sorbonne, em Paris, em 1978, quando recebeu o título de Doutor Honoris Causa. A escolha da citação não foi aleatória, servindo como uma declaração pública sobre a continuidade de sua atuação na vida institucional do país, apesar do revés recente.

A repercussão de um revés histórico no Senado

A decisão do Senado Federal de rejeitar a indicação de Jorge Messias para o STF marcou um momento histórico na política brasileira. O episódio quebrou um jejum de 132 anos, sendo a primeira vez desde 1894 – durante o governo de Floriano Peixoto, nos primórdios da República – que uma indicação presidencial para a mais alta corte do país não obteve a aprovação dos senadores. Este fato sublinha a raridade e a complexidade das dinâmicas políticas que envolvem a sabatina e a aprovação de nomes para o Supremo.

A indicação de Messias havia sido feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para preencher a vaga deixada pela aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso. Anunciada em 20 de novembro, a mensagem oficial ao Senado só foi formalizada em 1º de abril. A sabatina, um rito essencial para a avaliação do indicado, ocorreu 160 dias após o anúncio inicial e 28 dias depois da formalização da mensagem, evidenciando um processo que se estendeu por um período considerável.

A voz de Darcy Ribeiro e a ressignificação do fracasso

A citação de Darcy Ribeiro escolhida por Jorge Messias ressoa com uma profunda reflexão sobre a natureza da persistência e da autovalorização diante das adversidades. No texto, Ribeiro afirma: “Fracassei em tudo o que tentei na vida. Tentei alfabetizar as crianças brasileiras, não consegui. Tentei salvar os índios, não consegui. Tentei fazer uma universidade séria e fracassei. Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei. Mas os fracassos são minhas vitórias. Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu”.

Darcy Ribeiro, um intelectual multifacetado e figura central na história brasileira, foi um incansável defensor da educação pública, dos povos indígenas e de um projeto de desenvolvimento nacional autônomo. Seus “fracassos”, como ele mesmo os chamava, eram na verdade a materialização de lutas por ideais grandiosos e, por isso, carregavam um valor intrínseco de vitória moral e intelectual. Ao evocar essa mensagem, Messias não apenas reconhece o resultado da votação no Senado, mas também o enquadra dentro de uma perspectiva de aprendizado e de continuidade de propósito.

A trajetória de Jorge Messias e o futuro institucional

Mesmo diante do revés na sua aspiração ao STF, Jorge Messias deixou claro que sua trajetória pública não se encerra com este episódio. O advogado-geral da União sinalizou que continuará atuando ativamente na vida institucional do país. Sua declaração reforça a ideia de que a resiliência é um pilar fundamental para figuras públicas que atuam em cenários de alta complexidade e pressão.

Como chefe da Advocacia-Geral da União, Messias desempenha um papel crucial na defesa dos interesses da União e na assessoria jurídica do Poder Executivo. A manutenção de sua atuação neste cargo, ou em outras frentes, demonstra um compromisso com o serviço público que transcende resultados pontuais de votações ou indicações. Sua postura, ao citar Darcy Ribeiro, sugere uma visão de longo prazo para sua contribuição ao Brasil.

O intrincado processo de indicação ao Supremo Tribunal Federal

O caminho para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal é longo e repleto de etapas. A indicação de um nome pelo Presidente da República é apenas o primeiro passo de um processo que exige aprovação do Senado Federal. A sabatina, conduzida pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e posteriormente pelo plenário, é um momento de escrutínio rigoroso, onde o indicado é questionado sobre sua formação, experiência, visão jurídica e postura ética.

A complexidade do processo garante que os futuros ministros do STF possuam não apenas notório saber jurídico e reputação ilibada, mas também a capacidade de navegar pelo escrutínio público e político. A rejeição de Messias, embora rara, serve como um lembrete da autonomia do Senado e da importância do equilíbrio entre os Poderes na democracia brasileira. Saiba mais sobre o contexto da indicação no Poder360.

Para continuar acompanhando as análises mais aprofundadas sobre os bastidores da política, os desdobramentos institucionais e as notícias que realmente importam para o Brasil, mantenha-se conectado ao Portal Pai D’Égua. Nosso compromisso é oferecer informação relevante, atual e contextualizada, com a credibilidade que você merece, cobrindo uma vasta gama de temas que impactam diretamente a sua vida e a sociedade.

ANÚNCIOS

// bombando!

// Veja também