Atlas de rotas migratórias de aves vulneráveis é lançado na COP15

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Reprodução Agência Brasil

Uma nova ferramenta foi apresentada durante a 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), realizada em Campo Grande. O Atlas de Rotas Migratórias das Américas mapeia rotas de migração, locais de parada e repouso para 89 espécies de aves migratórias, oferecendo um recurso valioso para a conservação.

Disponível online, o atlas facilitará a identificação de áreas que necessitam de esforços governamentais e cooperação internacional. Segundo Braulio Dias, diretor de Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), a ferramenta permitirá um planejamento mais eficaz para a criação de áreas protegidas.

Benefícios para a conservação e planejamento ambiental

O atlas não apenas apoia a conservação de aves, mas também impacta o processo de licenciamento ambiental para projetos de energia, como linhas de transmissão e torres eólicas. Dias ressalta que a localização inadequada dessas estruturas pode resultar em alta mortalidade de aves e morcegos.

Interatividade e uso público

As áreas de concentração de aves (ACAs) podem ser visualizadas em um mapa interativo, permitindo que o público identifique espécies comuns em diferentes regiões. Isso é especialmente útil para os entusiastas do turismo de observação de aves, que podem planejar suas atividades com base nas informações disponíveis.

Base de dados e ampliação do projeto

A base de dados do atlas utiliza milhões de registros obtidos por meio da ciência-cidadã na plataforma eBird. O projeto tem a intenção de se expandir, abrangendo 622 espécies que percorrem 56 países nas rotas migratórias que vão do Ártico canadense à Patagônia chilena.

Exemplo de ave ameaçada

Um exemplo notável é o pássaro conhecido como veste-amarela, que enfrenta um declínio populacional acentuado e está listado como ameaçado de extinção pela Convenção de Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS). O atlas destaca a importância da colaboração entre observadores de aves em toda a América para reunir dados significativos.

O lançamento do atlas é resultado de uma parceria entre o secretariado da CMS, o Laboratório de Ornitologia da Universidade de Cornell, o MMA e o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos (USFWS). Durante a apresentação, a secretária executiva da CMS, Amy Fraenkel, enfatizou a necessidade de ações coordenadas para fortalecer a conectividade ecológica entre as fronteiras.

*Equipe viajou a convite do Ministério do Meio Ambiente

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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