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Proteção à criança e denúncias pautam debate da Ufopa em Santarém pelo Maio Laranja

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profissionais das áreas de psicologia, pedagogia, assistência social e direito
Reprodução G1

A Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) assume um papel central na luta contra a violência infantojuvenil ao realizar, nesta sexta-feira, 8 de maio, uma programação especial alusiva ao Maio Laranja. O evento, sediado em Santarém, busca não apenas debater o tema, mas estruturar estratégias práticas para o enfrentamento do abuso e da exploração sexual de crianças e adolescentes na região oeste paraense.

A mobilização ocorre na Unidade Rondon, localizada no bairro Caranazal, sob a organização do Instituto de Ciências da Educação (Iced). O objetivo principal é integrar diferentes esferas da sociedade — desde o meio acadêmico até órgãos de segurança e assistência social — para criar uma barreira mais sólida de proteção em torno dos menores de idade.

Estratégias de prevenção e o papel fundamental da educação

A escola e a universidade são, muitas vezes, os primeiros locais onde sinais de violência são percebidos. Por isso, a programação da Ufopa dedica uma parte significativa do dia a oficinas formativas voltadas para profissionais da educação e estudantes. Essas atividades focam na identificação precoce de comportamentos que podem indicar que uma criança está sofrendo algum tipo de abuso.

Especialistas das áreas de psicologia, pedagogia e serviço social conduzem dinâmicas sobre a chamada “escuta qualificada”. Essa técnica é essencial para que o acolhimento da vítima ocorra de forma humanizada, evitando a revitimização e garantindo que o relato seja encaminhado corretamente aos órgãos competentes. A educação é vista aqui como a ferramenta mais poderosa para a quebra do ciclo de silêncio que frequentemente envolve esses crimes.

Fortalecimento da rede de proteção e fluxos de denúncia no Maio Laranja

Um dos pontos altos do evento é a mesa temática intitulada “Fluxos de Denúncia, Marco Legal e Vivências na Proteção de Crianças e Adolescentes”. O debate reúne representantes do Ministério Público e do Conselho Tutelar, figuras fundamentais na engrenagem jurídica e social de proteção. A discussão visa esclarecer como funciona o caminho da denúncia, desde o momento em que o caso é identificado até a aplicação de medidas protetivas.

A integração entre as instituições é o que garante a eficácia do sistema. Quando o fluxo de informações entre a escola, o posto de saúde e o Conselho Tutelar é fluido, as chances de interromper uma situação de violência aumentam drasticamente. O evento reforça a importância de canais como o Disque 100, um serviço gratuito que funciona 24 horas e é um dos principais instrumentos de denúncia anônima no Brasil.

Origem e relevância social da campanha nacional

O Maio Laranja não é apenas uma data no calendário, mas uma resposta histórica à necessidade de vigilância constante. A campanha faz referência ao dia 18 de maio, instituído como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data recorda o caso da menina Araceli Cabrera Crespo, que em 1973 foi vítima de um crime bárbaro que chocou o país e evidenciou a fragilidade das redes de proteção da época.

Em Santarém, a iniciativa da Ufopa dialoga com a realidade local, onde as distâncias geográficas e as vulnerabilidades sociais podem dificultar o acesso à justiça. Ao trazer o debate para dentro da universidade, a instituição fomenta a formação de novos profissionais mais conscientes e preparados para atuar em uma rede de proteção que precisa ser, acima de tudo, vigilante e acolhedora.

Programação cultural e participação da comunidade em Santarém

A abertura oficial do evento está programada para as 18h, no Auditório Wilson Fonseca. Além das discussões técnicas, a sensibilidade artística também terá espaço com a apresentação do coral da universidade, simbolizando a harmonia e o cuidado necessários no trato com a infância. O evento é aberto à comunidade em geral, reforçando que a proteção da criança é um dever compartilhado entre Estado, família e sociedade.

As inscrições podem ser realizadas via formulário online, e a participação é fundamental para quem deseja entender melhor como contribuir para um ambiente mais seguro para as futuras gerações. A mobilização em Santarém é um passo decisivo para que o silêncio deixe de ser um aliado dos agressores.

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