Estratégia de fiscalização na Base Candiru
Uma operação de rotina realizada pelo Grupamento Fluvial de Segurança Pública (GFlu) resultou na apreensão de quase 80 quilos de uma substância análoga a oxi. O material ilícito foi interceptado na tarde desta quarta-feira (13), durante uma fiscalização em uma embarcação que fazia a rota entre Manaus, no Amazonas, e Santarém, no oeste do Pará.
A ação ocorreu na Base Integrada Fluvial Candiru, um ponto estratégico de monitoramento na Região de Integração do Baixo Amazonas. A presença constante das forças de segurança nos rios tem sido um dos principais mecanismos do Estado para combater o tráfico de entorpecentes que utiliza a malha fluvial como rota de escoamento entre os estados da região Norte.
O papel do faro policial na descoberta do crime
Durante a abordagem, a atitude suspeita de dois homens chamou a atenção dos agentes. Para garantir a eficácia da revista, a equipe utilizou a cadela farejadora Ísis, que desempenhou um papel fundamental ao indicar exatamente onde a carga estava oculta. A precisão do animal permitiu que os policiais encontrassem o material, mesmo diante de uma tentativa sofisticada de ocultação.
Os criminosos tentaram burlar a fiscalização utilizando cilindros metálicos, que foram rigorosamente vedados com solda. A estrutura exigiu que os agentes utilizassem serras industriais para abrir os recipientes e acessar o conteúdo, evidenciando o nível de preparação dos envolvidos para tentar passar despercebidos pelos bloqueios policiais.
Desdobramentos e combate ao tráfico fluvial
Após a abertura dos cilindros, a droga, dividida em quatro pacotes, foi apreendida e encaminhada à Delegacia de Polícia Civil de Juruti. Os dois suspeitos foram detidos em flagrante e permanecem à disposição da Justiça, aguardando os trâmites legais. O material passará por perícia técnica para confirmar a composição química e o peso exato da substância.
O secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, coronel PM Ed-Lin Anselmo, reforçou que a vigilância nas bases fluviais é contínua. Segundo o gestor, o trabalho integrado é essencial para desarticular rotas criminosas e impedir que entorpecentes cheguem aos centros urbanos paraenses, garantindo maior tranquilidade à população ribeirinha e urbana.
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