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Tarrafa Cultural em Santarém impulsiona a rede de cultura no Baixo Amazonas

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Imagem gerada com IA
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O Tarrafa Cultural, um encontro estratégico para o desenvolvimento cultural do Baixo Amazonas, reuniu mais de 80 iniciativas em Santarém, no oeste do Pará, nos dias 29 e 30 de abril. O evento teve como foco principal a formação e a articulação de políticas públicas, visando fortalecer a rede Cultura Viva e descentralizar o debate cultural, ampliando o acesso a recursos e reconhecimento para grupos e artistas da região.

Realizado na Casa da Cultura Historiador João Santos, o encontro atraiu representantes de Pontos e Pontões de Cultura de diversos municípios, incluindo Monte Alegre, Oriximiná, Almeirim, Aveiro, Juruti, Terra Santa, Alenquer, Faro e a própria Santarém. A iniciativa reflete a crescente demanda por espaços de diálogo e capacitação que atendam às especificidades e riquezas culturais do interior do estado.

Tarrafa Cultural: um elo com a rede Cultura Viva

Inspirado na Teia Pará, um encontro estadual que já consolida a rede Cultura Viva, o Tarrafa Cultural foi concebido para aproximar as discussões sobre cultura das realidades locais. A proposta central é garantir que as políticas públicas cheguem de forma mais eficaz aos territórios, reconhecendo e valorizando a diversidade de manifestações artísticas e culturais presentes no Baixo Amazonas.

A rede Cultura Viva, uma política pública do Ministério da Cultura, busca fomentar e valorizar as expressões culturais brasileiras por meio do apoio a Pontos e Pontões de Cultura. Esses são coletivos ou entidades sem fins lucrativos que desenvolvem atividades culturais em suas comunidades, atuando como catalisadores de transformação social. O Tarrafa Cultural, ao focar na formação e na articulação, visa capacitar esses grupos para que possam acessar e gerir os recursos e oportunidades oferecidos por essa política.

Debates aprofundados e a pauta ambiental

A programação do Tarrafa Cultural foi intensa e diversificada, começando com credenciamento e uma recepção cultural que já integrava os participantes. A abertura oficial contou com a presença de representantes institucionais e lideranças da área, sublinhando a importância do evento para o cenário cultural paraense. Um dos pontos altos do primeiro dia foi a mesa redonda sobre Cultura e Justiça Climática, que trouxe para o centro do debate a relação intrínseca entre cultura, território e sustentabilidade na Amazônia. Essa discussão é crucial em um contexto de mudanças climáticas, onde as comunidades tradicionais e suas práticas culturais são frequentemente as mais impactadas.

Durante o evento, mais de 80 iniciativas culturais tiveram a oportunidade de se apresentar, demonstrando a efervescência e a riqueza da produção artística local. Entre elas, havia grupos já certificados pelo Ministério da Cultura e outros que buscavam o reconhecimento como Pontos de Cultura, evidenciando a busca por formalização e apoio. A palestra “Cultura Viva na Amazônia” aprofundou-se na minuta da Lei Estadual de Cultura Viva, oferecendo orientações práticas para coletivos interessados em acessar essa política pública, desmistificando processos e incentivando a participação.

Fortalecendo as bases e projetando o futuro

Raphael Ribeiro, do Instituto Território das Artes e um dos organizadores do encontro, enfatizou a necessidade de descentralizar o debate. “Era preciso trazer essa discussão para mais perto dos territórios, fortalecendo quem já atua e apoiando novos grupos”, destacou Ribeiro, ressaltando o caráter inclusivo e capacitador do Tarrafa Cultural. Os debates do primeiro dia também abordaram os direitos e deveres dos Pontos de Cultura, além de discussões sobre educação, cultura e memória das primeiras iniciativas da região, criando um panorama histórico e prático para os participantes.

O segundo dia foi dedicado a atividades práticas e colaborativas, com grupos de trabalho divididos em quatro eixos temáticos: cultura, juventude e diversidade; cultura, clima e território; articulação da rede Cultura Viva; e economia criativa e desenvolvimento territorial. Essas sessões permitiram a construção conjunta de propostas, que foram apresentadas em plenária. O resultado esperado é a elaboração de uma carta aberta com encaminhamentos concretos para o fortalecimento da cultura no Baixo Amazonas, servindo como um documento orientador para futuras ações e políticas.

Impacto e perspectivas para a cultura amazônica

A apresentação de uma cartilha com orientações detalhadas sobre a certificação de Pontos e Pontões de Cultura foi outro ponto relevante, simplificando o acesso a informações cruciais para que mais grupos possam se beneficiar das políticas públicas. Fábio Barbosa, presidente do Ponto de Cultura Puxirum Criativo e do Conselho Municipal de Política Cultural, reiterou a importância estratégica do evento: “O diálogo fortalece as iniciativas e ajuda a organizar caminhos para que mais grupos acessem a política Cultura Viva”, afirmou.

A secretária municipal de Cultura, Priscila Castro, celebrou a escolha de Santarém como sede, destacando que “receber representantes de diferentes municípios reforça o compromisso com a cultura como política estruturante”. O encerramento do Tarrafa Cultural, com apresentações culturais, selou o encontro, conectando os debates teóricos à rica produção artística da região, reforçando a ideia de que a cultura é viva, dinâmica e essencial para o desenvolvimento social e ambiental da Amazônia.

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