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Lula cobra ação de governador do Rio contra milícias e crime organizado

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© Rovena Rosa/Agência Brasil
© Rovena Rosa/Agência Brasil

Um chamado direto por segurança no Rio de Janeiro

Durante a inauguração das novas instalações do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS), na sede da Fiocruz, no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma cobrança pública contundente ao governador interino do estado, Ricardo Couto. Em um discurso focado na crise de segurança pública que afeta o território fluminense, o presidente instou o gestor a priorizar o combate ao crime organizado e às milícias que, segundo ele, têm exercido influência indevida na administração pública local.

O presidente enfatizou que a população fluminense não espera, neste momento, por grandes obras de infraestrutura, como viadutos ou pontes, mas sim por uma atuação firme contra a criminalidade. “Trabalhe para prender todos os ladrões que governaram esse estado. E deputados que fazem parte de uma milícia organizada”, afirmou Lula, reforçando a urgência de uma resposta institucional contra o domínio de facções em diversas regiões do estado.

A articulação federal e a PEC da Segurança

O evento na Fiocruz serviu também como palco para o presidente reforçar a necessidade de uma mudança estrutural na forma como a União lida com a segurança pública. Lula reiterou que aguarda a aprovação da PEC 18/25 pelo Senado Federal — proposta que já passou pelo crivo da Câmara dos Deputados — para viabilizar a criação do Ministério da Segurança Pública.

Segundo o presidente, a atual redação da Constituição de 1988 limita a atuação do governo federal no combate direto ao crime, deixando governadores muitas vezes reféns de estruturas policiais locais. A expectativa é que, com a nova pasta, a União possa assumir um papel mais ativo e coordenado no enfrentamento ao crime organizado, oferecendo suporte técnico e estratégico para estados que, como o Rio de Janeiro, enfrentam desafios complexos de segurança.

Contexto político e a gestão interina

A fala do presidente ocorre em um momento de instabilidade política no estado. Ricardo Couto, que preside o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), ocupa o cargo de governador interino por decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). A permanência de Couto no Palácio Guanabara é temporária, aguardando definições da Corte sobre a realização de eleições para um mandato-tampão.

Ao se dirigir diretamente ao governador, Lula apelou para que o período restante de gestão seja utilizado para sanear as instituições fluminenses. “Não é possível esse estado poderoso, bonito, ser governado por miliciano. O povo do Rio não merece isso”, concluiu o presidente, garantindo que o governo federal está à disposição para colaborar com as ações de segurança, desde que haja o empenho necessário por parte do Executivo estadual.

O Portal Pai D’Égua segue acompanhando os desdobramentos da segurança pública no Rio de Janeiro e as articulações em Brasília para a implementação da nova política nacional de segurança. Continue conosco para se manter informado sobre os fatos que impactam o Brasil com credibilidade e análise aprofundada.

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