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Defensoria Pública cobra explicações da Sesma sobre paralisação de anestesistas em Belém

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tuguesa e no Pronto-Socorro Municipal do Guamá. O g1 solicitou um posicionamento
Reprodução G1

A Defensoria Pública do Estado do Pará (DPE) determinou um prazo de cinco dias úteis para que a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) apresente esclarecimentos formais sobre a paralisação dos serviços de anestesiologia em Belém. O movimento, que impacta diretamente a rede municipal e unidades conveniadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), tem gerado preocupação crescente entre pacientes e familiares que dependem do atendimento público.

Impacto na rede hospitalar e cirurgias eletivas

Conforme informações da Sociedade de Trabalho dos Anestesiologistas do Pará (Stap), a mobilização conta com a adesão de aproximadamente 120 profissionais. A categoria aponta que a interrupção das atividades, iniciada em 1º de junho, é motivada por atrasos recorrentes no pagamento de honorários. Como consequência imediata, diversas unidades de saúde, incluindo o Hospital Ordem Terceira, o Hospital Maradei, a Beneficência Portuguesa e o Pronto-Socorro Municipal do Guamá, suspenderam a realização de cirurgias eletivas.

Crise na urgência e emergência

A situação ultrapassa o âmbito das cirurgias agendadas e atinge severamente o atendimento de urgência. No Pronto-Socorro Mário Pinotti, conhecido como PSM da 14 de Março, a falta de repasses a empresas terceirizadas comprometeu especialidades vitais como neurocirurgia, traumatologia e ortopedia. Além disso, há relatos de que o sistema de emissão de laudos foi bloqueado, e empresas de diagnóstico por imagem sinalizaram a possibilidade de interromper o funcionamento de equipamentos essenciais, como tomógrafos e aparelhos de raio-X.

Angústia de pacientes e famílias

O cenário de incertezas reflete na rotina de quem aguarda por procedimentos de alta complexidade. Familiares de pacientes internados relatam dificuldades extremas para conseguir transferências ou a continuidade de tratamentos especializados, mesmo quando há determinações judiciais vigentes. A situação de vulnerabilidade dos pacientes internados tem sido acompanhada de perto por órgãos de controle, que buscam alternativas para garantir a assistência necessária.

Possíveis desdobramentos jurídicos

Diante da gravidade dos relatos, a Defensoria Pública da União (DPU) estuda a possibilidade de elevar o nível das ações judiciais contra a gestão municipal. O objetivo é responsabilizar diretamente os gestores públicos pela interrupção dos serviços essenciais. O Núcleo de Atendimento Especializado da Criança e do Adolescente (Naeca) da DPE solicitou, via ofício, um detalhamento sobre os débitos pendentes e as estratégias administrativas que estão sendo adotadas para normalizar o atendimento à população. Até o momento, a Sesma não se manifestou sobre os questionamentos.

As informações apresentadas nesta matéria são baseadas em dados divulgados por autoridades competentes. O caso pode receber atualizações conforme o avanço das investigações. Continue acompanhando o Portal Pai D’Égua para se manter informado sobre esta e outras notícias relevantes da capital paraense.

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