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Remo em alerta: time erra um a cada cinco passes e sofre com falta de criação no Brasileirão

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tes de O Liberal, com base em dados do Fotmob obtidos no dia 1º de maio, véspera
Reprodução Oliberal

O Campeonato Brasileiro se desenrola e, para o Remo, a realidade é de crescente preocupação. Após 14 rodadas, o clube paraense não apenas se encontra na incômoda zona de rebaixamento, mas também exibe um dos ataques menos eficazes da competição. Mais do que a simples escassez de gols, o que realmente acende o sinal vermelho na equipe é a dificuldade persistente em construir jogadas, um problema que os números recentes ajudam a ilustrar com clareza e que impacta diretamente a performance em campo.

A análise aprofundada do Núcleo de Esportes de O Liberal, baseada em dados da plataforma Fotmob coletados em 1º de maio, na véspera do confronto contra o Botafogo-RJ, revelou um panorama desfavorável. O Remo detém o pior índice de acerto de passes da Série A, registrando apenas 79% de aproveitamento. Em termos práticos, isso significa que, a cada cinco passes tentados, um é interceptado ou vai parar nos pés do adversário, comprometendo a fluidez e a posse de bola.

A preocupante estatística dos passes

A baixa precisão nos passes não é um problema isolado. Ela se conecta diretamente a outro sintoma alarmante: o reduzido volume de trocas de passes por partida. Com uma média de apenas 267 por jogo, o Leão Azul figura entre as piores equipes da competição nesse quesito, superando apenas dois outros times. Essa estatística é crucial, pois um alto volume de passes e um bom índice de acerto são indicadores de controle de jogo, capacidade de ditar o ritmo da partida e, consequentemente, de criar oportunidades de gol.

A dificuldade em manter a posse de bola e em articular jogadas no campo adversário força o time a se defender por mais tempo, desgastando os jogadores e abrindo brechas para os oponentes. Em um campeonato tão disputado como o Brasileirão, onde cada ponto é vital, a incapacidade de construir lances ofensivos de forma consistente pode ser o diferencial entre a permanência na elite e o descenso.

O impacto das ausências no meio-campo

A raiz desse problema de criação pode ser atribuída, em parte, às ausências de jogadores-chave como Patrick de Paula e Vitor Bueno, que estiveram afastados das últimas partidas por lesão. Ambos são reconhecidos por suas habilidades de articulação e visão de jogo, características essenciais para a transição ofensiva e a organização das jogadas.

Sem esses dois principais articuladores, a responsabilidade criativa recai sobre volantes que possuem características mais defensivas. Embora esses atletas sejam fundamentais na proteção da zaga e na recuperação de bola, sua vocação não é a de ditar o ritmo ofensivo ou de realizar passes que quebrem as linhas adversárias. Essa mudança de perfil no meio-campo ajuda a explicar a baixa precisão nos passes e a dificuldade em sustentar a posse de bola no campo de ataque, resultando em um time menos propositivo e mais reativo.

Da criação à finalização: a ineficiência do ataque

Mesmo quando o Remo consegue, a duras penas, produzir alguma chance, a equipe não tem conseguido transformar volume em eficiência. O indicador de gols esperados (xG), uma métrica que avalia a qualidade das oportunidades de gol criadas, aponta que o time deveria ter balançado as redes ao menos 15 vezes. No entanto, o Leão marcou em apenas 13 oportunidades.

Essa diferença, embora possa parecer pequena à primeira vista, tem um impacto direto na tabela de classificação, especialmente em um contexto de luta intensa contra o rebaixamento. A discrepância entre o esperado e o realizado evidencia dois problemas cruciais: a ansiedade nas finalizações, um sintoma comum em equipes sob pressão, e a baixa qualidade das chances criadas. Com pouca construção coletiva e passes precisos, os atacantes se veem frequentemente obrigados a buscar soluções individuais, muitas vezes em condições desfavoráveis e com poucas opções de passe, o que diminui drasticamente as chances de sucesso.

Desafios à frente e a busca por soluções

A situação exige uma resposta rápida da comissão técnica e dos jogadores. Após o duelo contra o Botafogo-RJ, o Remo tem um novo e difícil compromisso pela frente. No próximo domingo, dia 10, às 16h, a equipe enfrenta o Palmeiras no Mangueirão, pela 15ª rodada do Brasileirão. A partida, que terá transmissão do Lance e do OLiberal.com, representa mais um teste de fogo para um time que precisa urgentemente reencontrar seu caminho e a capacidade de criar jogadas.

A recuperação de jogadores lesionados e a busca por ajustes táticos que permitam uma maior fluidez no meio-campo serão cruciais para que o Remo possa reverter esse cenário e começar a somar pontos importantes na luta pela permanência na Série A. A torcida, apaixonada e exigente, espera ver uma equipe mais organizada e eficiente em campo, capaz de lutar de igual para igual com os adversários e de honrar a camisa azulina.

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