Ação coordenada combate o crime organizado no nordeste paraense
Uma força-tarefa composta por diversas unidades da Polícia Civil e Militar deflagrou, nesta sexta-feira (8), uma operação de grande escala no município de Irituia, no nordeste do Pará. A mobilização resultou na prisão de sete pessoas suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas e o crime organizado na região. A ofensiva foi motivada por um episódio de violência que chocou a comunidade local: um roubo “punitivo” ordenado por uma facção criminosa contra uma idosa, que teria sido alvo de retaliação após comentar, em redes sociais, sobre a prisão de uma traficante.
A operação contou com o trabalho integrado das delegacias de Irituia, Santo Antônio do Tauá, São Miguel do Guamá, além da Delegacia de Homicídios e da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Castanhal. O objetivo central foi cumprir mandados de busca e apreensão em cinco residências identificadas como pontos de distribuição de entorpecentes.
Detalhes da operação e apreensões
Durante as buscas, as autoridades localizaram um vasto material ilícito, incluindo cocaína, oxi e maconha, além de balanças de precisão e munições de calibre .38. O montante de R$ 217 em espécie e seis aparelhos celulares também foram apreendidos para perícia. A polícia destacou que, em alguns locais, os suspeitos tentaram esconder os entorpecentes em telhados e buracos cavados no solo, evidenciando a tentativa de ocultar as provas do crime.
Os sete detidos foram identificados como Gracilete Sousa de Oliveira, Matheus Mariano dos Reis Gama, Ronald Pinheiro Vera Cruz, Jhemeson de Oliveira Soares, Laurranny Saffira Silva dos Santos, Alex Castro de Oliveira e Rayane Martins Gales. Todos foram autuados em flagrante por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Até o momento, a defesa dos envolvidos não foi localizada para comentar as acusações.
Resistência e desdobramentos das investigações
A ação policial enfrentou resistência em alguns pontos. Ronald Pinheiro Vera Cruz e Jhemeson de Oliveira Soares reagiram à abordagem, sendo que Jhemeson precisou ser contido com o uso de um dispositivo de choque (taser) após agredir um tenente da Polícia Militar. Além disso, Gracilete Sousa de Oliveira tentou destruir seu aparelho celular ao arremessá-lo contra a parede, uma manobra para impedir o acesso dos investigadores a dados sensíveis.
A investigação ganha contornos mais complexos ao apontar que Matheus Mariano dos Reis Gama e seu irmão são investigados por envolvimento em um incêndio criminoso contra caminhões de uma agroindústria na região. Esse fato eleva o nível da apuração, que agora busca desmantelar uma rede de associação criminosa mais ampla, responsável por atos de vandalismo e intimidação contra a população e o setor produtivo local. Para acompanhar os desdobramentos deste caso e outras notícias relevantes do estado, continue acompanhando o Portal Pai D’Égua, seu compromisso diário com a informação checada e de qualidade.