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Psol aciona PGR para tentar anular venda de mineradora de terras-raras em Goiás

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Imagem gerada com IA
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Questionamento sobre a soberania nacional

Um grupo de parlamentares do Psol protocolou uma representação junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando a anulação da venda da mineradora Serra Verde, localizada em Minaçu, Goiás, para a companhia norte-americana USA Rare Earth. A operação, avaliada em US$ 2,8 bilhões, tornou-se alvo de intenso debate político sobre os limites da autonomia estadual e a proteção de recursos estratégicos para o desenvolvimento tecnológico brasileiro.

O documento é assinado pelos deputados federais Sâmia Bomfim (SP), Glauber Braga (RJ) e Fernanda Melchionna (RS). Os parlamentares argumentam que a transação pode representar uma ameaça à soberania econômica do país, solicitando que a PGR investigue possíveis irregularidades e a constitucionalidade dos atos praticados pelo governo de Goiás, sob gestão de Ronaldo Caiado (PSD).

Investigação de competências e riscos estratégicos

A representação busca a instauração de inquéritos civis e criminais para apurar se houve extrapolação de competências constitucionais por parte do governo estadual. Segundo os congressistas, a negociação pode ter invadido atribuições que seriam exclusivas da União, especialmente no que tange à regulação do setor de mineração e à condução de políticas de relações internacionais.

O pedido inclui a solicitação para que a PGR avalie o envio de ações ao Supremo Tribunal Federal (STF) visando declarar a nulidade de todos os contratos, pagamentos e atos administrativos vinculados à venda. A preocupação central do grupo reside na entrega de ativos minerais considerados vitais para a transição energética e a indústria de alta tecnologia a um grupo estrangeiro.

A importância estratégica das terras-raras

A mina de Pela Ema, operada pela Serra Verde em Minaçu, detém um status singular no cenário global. Trata-se da única mina de argilas iônicas ativa no Brasil e a única produtora, fora da Ásia, de terras-raras pesadas de alto valor comercial, como o Disprósio, o Térbio e o Ítrio. Esses elementos são componentes essenciais para a fabricação de ímãs permanentes de alta performance.

Esses materiais são fundamentais para uma vasta gama de aplicações modernas, incluindo:

  • Motores de veículos elétricos e sistemas de propulsão.
  • Turbinas eólicas para geração de energia renovável.
  • Equipamentos de defesa, tecnologia aeroespacial e nuclear.
  • Componentes de semicondutores e robótica avançada.

Perspectivas de mercado e o futuro da produção

A transação, anunciada em 20 de abril, é vista pelo setor privado como um movimento para consolidar a criação de uma gigante global no segmento. Atualmente, a operação em Goiás encontra-se na fase 1 de produção, mas o plano de expansão da mineradora prevê dobrar a capacidade produtiva até 2030, o que elevaria a relevância da mina no mercado internacional.

Enquanto o embate jurídico segue para análise da PGR, o caso coloca em evidência a necessidade de um debate mais amplo sobre como o Brasil deve gerir seus recursos minerais críticos. Acompanhe o Portal Pai D’Égua para seguir os desdobramentos desta investigação e outras notícias que impactam a economia e a política nacional com a seriedade e o aprofundamento que você merece.

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