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Laudo pericial sobre uso de taser contra homem em situação de rua em Belém é concluído

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Imagem gerada com IA
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Avanço nas investigações do caso

A Polícia Científica do Pará concluiu o laudo técnico referente à arma de choque, popularmente conhecida como taser, utilizada em uma agressão contra um homem em situação de rua em Belém. O episódio, que gerou forte comoção social e indignação, ocorreu no dia 13 de abril e envolveu estudantes do Centro Universitário do Estado do Pará (Cesupa). O documento pericial já foi encaminhado à Polícia Civil, que prossegue com as diligências para elucidar os detalhes do crime.

Embora o laudo tenha sido finalizado, as autoridades ainda aguardam a entrega dos aparelhos celulares de Antônio Coelho e Altemar Sarmento de Oliveira Filho, apontados como suspeitos de participação no ato. A falta desses dispositivos é um dos pontos que a perícia busca contornar para fechar o ciclo de provas materiais do inquérito.

Condução especializada e ritos processuais

Devido à vulnerabilidade da vítima, o caso foi transferido para uma delegacia especializada vinculada à Diretoria de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAV). A mudança segue as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça, garantindo que o inquérito trate com o devido rigor a condição social e psíquica do agredido. O prazo legal para a conclusão das investigações é de 30 dias, podendo ser prorrogado caso surjam novas necessidades probatórias.

Paralelamente à esfera criminal, o Cesupa instaurou um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) para avaliar a conduta dos alunos envolvidos. A instituição reforçou que, em respeito ao devido processo legal, não pode antecipar decisões, como uma eventual expulsão, enquanto o prazo para recursos estiver em curso.

Repercussão e assistência à vítima

O caso ganhou visibilidade nacional após a circulação de vídeos nas redes sociais, onde entregadores de aplicativo confrontaram os estudantes logo após a agressão. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PA), juntamente com o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Pará (MPPA), manifestou repúdio imediato, classificando a ação como uma violação grave aos direitos humanos.

Após o incidente, a vítima recebeu suporte emergencial e foi encaminhada ao Espaço Acolher, serviço da prefeitura de Belém. Atualmente, o homem encontra-se internado na Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (FHCGV). Segundo a unidade de saúde, o paciente apresenta quadro psiquiátrico estável e está sob cuidados especializados, com um laudo sendo preparado para subsidiar o acompanhamento da Defensoria Pública do Estado (DPE).

Para acompanhar os desdobramentos deste e de outros casos que impactam a sociedade paraense, continue lendo o Portal Pai D’Égua. Nosso compromisso é levar informação com credibilidade, profundidade e o olhar atento que a nossa região exige.

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