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Pará perde Dona Déa Maiorana, presidente do Grupo Liberal

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Foto: Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal

O Pará se despede de uma de suas figuras mais emblemáticas e influentes no cenário da comunicação e empresarial. Lucidéa Batista Maiorana, carinhosamente conhecida como Dona Déa, presidente do Grupo Liberal, faleceu nesta quinta-feira (30), deixando um legado de liderança, superação e um impacto profundo na sociedade paraense e na imprensa amazônica. Sua partida marca o fim de uma era para um dos maiores conglomerados de mídia da região, que ela ajudou a construir e liderou com notável dedicação.

Dona Déa era mais do que uma empresária; era o coração e a alma de uma família que transformou um jornal em crise em um império de comunicação. Sua influência se estendia muito além dos negócios, sendo reconhecida como um pilar de unidade familiar e uma voz respeitada nos círculos sociais e empresariais do estado. A notícia de seu falecimento gerou comoção, refletindo o respeito e a admiração que conquistou ao longo de sua vida.

O luto no Pará e a trajetória de liderança de Dona Déa

A história de Dona Déa à frente do Grupo Liberal é um testemunho de resiliência e visão. Após a morte de seu marido, o jornalista e empresário Romulo Maiorana, em 1986, ela assumiu a presidência das empresas. Nesse momento crucial, Dona Déa não apenas manteve o rumo dos negócios, mas se tornou o principal elo e ponto de união da família Maiorana, garantindo a continuidade e a expansão do legado construído a dois.

Ao lado de Romulo, com quem compartilhou a vida e a visão empresarial, Dona Déa teve sete filhos: Rosana, Ângela, Romulo, Rosângela, Rosemary, Roberta e Ronaldo. Essa prole numerosa e unida foi um reflexo da força familiar que ela cultivou, servindo de base para o crescimento e a consolidação do Grupo Liberal. Sua capacidade de liderar uma família tão grande e, ao mesmo tempo, gerir um conglomerado complexo, demonstrava sua rara combinação de firmeza e sensibilidade.

A consolidação do Grupo Liberal na Amazônia

A fundação do Grupo Liberal, como o conhecemos hoje, teve em Dona Déa uma participante ativa e fundamental. Em 1966, o casal Maiorana adquiriu o jornal O Liberal, que na época enfrentava sérias dificuldades financeiras e editoriais. Sob a gestão e a visão empreendedora de Romulo e Dona Déa, o periódico foi reerguido e transformado em um dos veículos de comunicação mais importantes não apenas do Pará, mas de todo o Brasil.

A parceria entre Dona Déa e Romulo foi decisiva para a expansão do grupo nas décadas seguintes. Eles não se limitaram ao jornal impresso, mas diversificaram os investimentos em outras mídias, construindo um conglomerado que hoje abrange televisão, rádio e plataformas digitais. Essa expansão foi crucial para levar informação de qualidade e entretenimento a uma vasta região da Amazônia, consolidando o Grupo Liberal como uma referência na comunicação regional. Acompanhe mais sobre a história da mídia no Pará em fontes confiáveis como a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT).

Origens humildes e a força da superação

A vida de Lucidéa Batista Maiorana começou em Monte Alegre, uma cidade no oeste do Pará, onde nasceu em 10 de maio de 1934. Sua trajetória, marcada por origens humildes, é um exemplo inspirador de superação e determinação. Parte de sua infância foi vivida em um orfanato, uma experiência que, sem dúvida, forjou sua personalidade e sua resiliência.

Ainda adolescente, Dona Déa tomou a iniciativa de se mudar para Belém, a capital paraense, para morar com sua avó. Foi nesse período de transição e novos desafios que ela conheceu Romulo Maiorana, o homem que se tornaria seu parceiro de vida e de negócios. Sua história pessoal, de uma jovem que enfrentou adversidades e construiu uma vida de grande impacto, ressoa profundamente na cultura paraense, onde a força e a garra são valores muito prezados.

Influência discreta e a modernização da imprensa paraense

Apesar de sua posição de destaque e de ser uma figura central nas decisões empresariais do Grupo Liberal, Dona Déa era conhecida por sua personalidade reservada. Ela evitava a exposição pública, preferindo atuar nos bastidores, onde sua influência era sentida de forma poderosa e estratégica. Familiares e colaboradores a descrevem como uma mulher de personalidade forte, com uma visão clara e uma capacidade inquestionável de gestão.

Dona Déa acompanhou de perto toda a trajetória empresarial de seu marido e foi testemunha e participante ativa de momentos decisivos para a modernização da imprensa no Pará. Sua visão e apoio foram essenciais para que o Grupo Liberal adotasse novas tecnologias e práticas jornalísticas, elevando o padrão da comunicação na região. Sua partida deixa uma lacuna não apenas no Grupo Liberal, mas em todo o ecossistema da mídia paraense, que perde uma de suas grandes matriarcas e visionárias.

A memória de Dona Déa Maiorana permanecerá viva através do legado de um grupo de comunicação que ela ajudou a edificar e manter, e na inspiração de sua história de vida. Para continuar acompanhando as notícias mais relevantes, análises aprofundadas e conteúdos que conectam você com a realidade local, regional e nacional, mantenha-se conectado ao Portal Pai D’Égua. Nosso compromisso é com a informação de qualidade, a credibilidade e a variedade de temas que importam para você.

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