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Belém vibra com ‘Uma Noite no Museu’: circuito cultural noturno atrai multidões e democratiza acesso

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vários espaços culturais de Belém
Reprodução Agenciapara

Nem mesmo a chuva persistente foi capaz de diminuir o entusiasmo do público que compareceu em peso à mais recente edição do projeto “Uma Noite no Museu”, realizado na noite de quinta-feira, 30 de abril de 2026, em Belém. Promovido pelo Governo do Pará, o circuito noturno transformou a capital paraense em um vibrante polo cultural, mantendo diversos equipamentos museais abertos até as 22h e oferecendo uma rica programação gratuita que incluiu exposições, visitas guiadas e uma série de atividades artísticas.

A iniciativa, já consolidada no calendário cultural da cidade, reafirma o compromisso de democratizar o acesso à arte e à história, proporcionando uma experiência imersiva e acessível a famílias, grupos de amigos, estudantes e visitantes de todas as idades. O movimento intenso nos espaços participantes evidenciou o sucesso da proposta, que se destaca por oferecer uma alternativa de lazer e aprendizado fora do horário comercial tradicional.

Horário estendido: a estratégia para democratizar o acesso à cultura

A ampliação do horário de funcionamento dos museus e espaços culturais é a espinha dorsal do projeto “Uma Noite no Museu”, uma estratégia pensada para atender às necessidades de um público que, muitas vezes, não consegue desfrutar dessas atrações durante o dia. O secretário de Estado de Cultura, Bruno Chagas, ressaltou a importância dessa flexibilidade. “Não é somente chamar a população para visitar os museus, mas dar oportunidade para aquelas pessoas que não conseguem ir nos horários comerciais. Com os espaços abertos até as 22h, as famílias podem vir juntas e aproveitar a programação”, explicou o titular da Secult.

Essa abordagem inclusiva foi amplamente elogiada pelos participantes. Vitória Leão, trabalhadora que aproveitou a noite para levar o filho, destacou a praticidade: “Eu trabalho durante o dia. Esse é o horário que fico mais livre para sair com ele. É um espaço bom para trazer crianças, para conhecer um pouco mais da história”. A fala de Vitória ecoa o sentimento de muitos belenenses que buscam opções culturais acessíveis e adaptadas à rotina moderna.

Do centro histórico à Cidade Velha: um roteiro imersivo pela arte e história

O circuito cultural se estendeu por uma vasta gama de instituições, concentrando-se em pontos emblemáticos do centro histórico e da Cidade Velha. Na Casa das Onze Janelas, o público foi convidado a explorar as exposições “Amazônia Imersiva” e “Tridimensionalidades”, além de revisitar a Aquapraça, que reabriu especialmente para o evento. Próximo dali, o Museu de Arte Sacra cativou os visitantes com a imponência da nave da Igreja de Santo Alexandre e a exposição “Circulação Insular”.

A pedagoga Alcione Moraes, que participou do circuito com a família, expressou seu encantamento. “Sempre fazemos esse tipo de passeio. Como estava gratuito, viemos juntos”, contou, destacando a reação da filha. “Ela ficou encantada. Foi a primeira vez. É uma imersão mesmo”. Enquanto planejava o restante da noite, Alcione mencionou a intenção de visitar o Museu do Estado do Pará (MEP) e o Parque Cemitério Soledade, buscando aproveitar ao máximo a programação antes do encerramento.

No MEP, os visitantes tiveram a oportunidade de percorrer os salões históricos e até mesmo ter contato com a reserva técnica do museu, além de apreciar a exposição “Lá Vem a Corda”. Na mesma área, o Forte do Presépio ofereceu uma experiência multifacetada, com uma feira de artesanato indígena, uma vibrante roda de capoeira e apresentações artísticas ao pôr do sol, criando um ambiente de celebração da cultura local. Já no Palacete Faciola, sede do Museu da Imagem e do Som (MIS), a programação incluiu visitas ao memorial, à exposição “Povos da Floresta” e à Mostra Colombiana de Cinema. O Parque Cemitério Soledade, com seu sítio histórico e conjunto de esculturas, também abriu suas portas para a visitação noturna, oferecendo uma perspectiva única sobre o patrimônio da cidade.

Parcerias e propósito acadêmico: ampliando horizontes culturais

Além dos equipamentos estaduais, o “Uma Noite no Museu” contou com a valiosa participação de instituições convidadas, ampliando ainda mais a diversidade da oferta cultural. A Caixa Cultural Belém apresentou as exposições “Amostradas” e “A Forma Viva na Arte de Véio”, enquanto a Galeria de Arte da UFPA exibiu a mostra “Terra Incógnita”. O Centro Cultural Banco da Amazônia trouxe ao público a aclamada exposição “Trabalhadores”, do renomado fotógrafo Sebastião Salgado, e “Trajetórias, Arte Contemporânea Paraense de 1959 a 2026”, oferecendo um panorama da produção artística regional.

O circuito também foi um ponto de encontro para a academia. A estudante Índia Eduardo, da Universidade Federal do Pará (UFPA), participou da programação com um objetivo específico. “A proposta não foi vir só a passeio. A visita teve um fim acadêmico”, explicou, relacionando a atividade à disciplina de Comunicação e Assuntos Contemporâneos. Essa interação entre cultura e educação reforça o papel dos museus como espaços de pesquisa e aprendizado contínuo. Completaram o circuito o Centro de Memória da Polícia Militar do Pará e o Museu de Arte de Belém, enriquecendo ainda mais as opções para os visitantes.

O sucesso do “Uma Noite no Museu” em Belém, mesmo sob chuva, demonstra a sede da população por iniciativas culturais acessíveis e de qualidade. O Portal Pai D’Égua continuará acompanhando de perto os desdobramentos e as futuras edições de projetos que valorizam o patrimônio e a vida cultural paraense. Para ficar por dentro das notícias mais relevantes, atuais e contextualizadas sobre cultura, política, economia e muito mais, continue navegando em nosso portal e siga nossas redes sociais. Acesse o site da Secult Pará para mais informações sobre eventos culturais no estado.

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