Desfecho judicial para crime de sangue no bairro Bela Vista do Juá
O Poder Judiciário em Santarém, no oeste do Pará, encerrou nesta quinta-feira (30) o julgamento de um caso que chocou a comunidade local pela brutalidade e pelo vínculo familiar entre os envolvidos. Leandro Guimarães Evaristo, de 21 anos, foi condenado a 21 anos de reclusão pelo homicídio de seu irmão, Leonardo Guimarães Evaristo. O crime, que ocorreu em janeiro de 2025, foi motivado por uma discussão banal durante o consumo de bebidas alcoólicas na residência onde ambos viviam.
justiça: cenário e impactos
A sentença, proferida após análise detalhada das provas apresentadas pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), determina que o réu cumpra a pena em regime inicialmente fechado. O caso, que tramitou sob a acusação de homicídio qualificado, destacou a gravidade da conduta do acusado, que utilizou uma arma branca para tirar a vida do próprio irmão após uma divergência sobre o consumo de álcool.
Dinâmica do crime e a tentativa de ocultação
Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil, o desentendimento começou quando Leandro Guimarães Evaristo decidiu esconder as bebidas alcoólicas para impedir que o irmão continuasse a ingerir. Ao retornar de um comércio próximo, onde havia ido buscar mais suprimentos, Leonardo Guimarães Evaristo foi surpreendido pelo agressor.
O laudo pericial detalhou que a vítima sofreu múltiplos golpes de faca, atingindo regiões vitais como pescoço, tórax e mandíbula. A causa da morte foi confirmada como anemia aguda decorrente de hemorragia intensa. Após o ato, o condenado tentou manipular a cena e a versão dos fatos, alegando à própria mãe que o irmão teria sofrido um acidente doméstico com ferramentas, uma tentativa de despiste que foi rapidamente desmentida pela perícia técnica.
Qualificação do crime e o peso da sentença
O Ministério Público sustentou a tese de homicídio qualificado, argumentando que o crime foi cometido por motivo fútil e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima. A descoberta de vestígios de sangue em peças de roupa escondidas pelo acusado foi um fator determinante para a confissão e a posterior condenação. A atuação do MPPA foi fundamental para garantir que a materialidade e a autoria do delito fossem comprovadas perante o tribunal.
Este caso reforça a necessidade de atenção a conflitos interpessoais que, potencializados pelo uso de substâncias, escalam para tragédias irreversíveis no ambiente doméstico. A sentença de 21 anos reflete a severidade com que o sistema de justiça trata crimes contra a vida, especialmente quando envolvem laços de consanguinidade e premeditação na execução.
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