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Regulação em Saúde no Marajó ganha força com conferência no HRPM

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Crédito: Divulgação
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O Hospital Regional Público do Marajó (HRPM), localizado em Breves, no Pará, foi o palco da II Conferência Regional de Regulação no Marajó II. O evento, organizado pela Diretoria Operacional de Controle e Avaliação (Doca) do 8º Centro Regional de Saúde (CRS) em parceria com o próprio hospital, reuniu importantes lideranças, gestores e técnicos da área da saúde. Durante esta semana, o encontro teve como foco principal a discussão de avanços cruciais na organização do acesso e da assistência dentro do Sistema Único de Saúde (SUS) na região.

Este encontro representou um marco significativo, sinalizando a transição para um modelo de gestão em saúde mais estratégico e orientado por dados. A proposta central é focar na entrega de valor em saúde, priorizando desfechos clínicos positivos e a integração efetiva de toda a rede de atendimento. O objetivo é claro: superar a fragmentação dos serviços que historicamente afeta o SUS, promovendo uma linha de cuidado mais coordenada, contínua e, consequentemente, mais eficiente para todos os usuários.

Um Novo Horizonte para a Gestão em Regulação Saúde Marajó

A conferência detalhou a visão de um sistema de saúde que não apenas reage às demandas, mas que se antecipa e se organiza de forma proativa. A gestão estratégica, embasada em dados precisos, permite uma alocação mais inteligente de recursos e uma tomada de decisão mais assertiva. Ao priorizar os desfechos clínicos, o foco se desloca da quantidade de procedimentos para a qualidade e o impacto real na vida dos pacientes, garantindo que o cuidado oferecido seja verdadeiramente eficaz.

A integração da rede de atendimento é um pilar fundamental dessa nova abordagem. Isso significa que as diferentes unidades de saúde – desde as básicas até as de alta complexidade – devem atuar em sintonia, trocando informações e coordenando o fluxo de pacientes. Essa sinergia é essencial para que o usuário do SUS não se perca em um labirinto de serviços, mas encontre um caminho claro e bem definido para receber o tratamento necessário.

A Força da Integração e o Papel dos Municípios

A participação ativa dos municípios da região foi um ponto de destaque durante o evento. Eurieles Carvalho, chefe da Doca do 8º CRS, fez questão de ressaltar a importância dessa colaboração. “Estou muito feliz em poder participar da II Conferência Regional de Regulação, organizada pelo setor Doca do 8º CRS em parceria com o HRPM. E mais feliz ainda por contar com a participação dos municípios da nossa região. Sem eles, não existiria conferência. Eles foram peças fundamentais para a realização deste evento”, destacou a gestora.

Carvalho reforçou a ideia de que a regulação em saúde é um esforço coletivo. “A regulação se faz com rede, com diálogo e com território. Obrigada a cada município por estarem aqui, construindo um SUS mais forte e com mais acesso”, concluiu, estendendo elogios à gestão do HRPM pela organização e apoio ao evento. Essa perspectiva sublinha que a melhoria do sistema depende da união de esforços entre as diversas esferas de gestão e os profissionais envolvidos.

Rede de Atenção e Alta Complexidade: O HRPM como Referência

A programação da conferência enfatizou o papel crucial da Rede de Atenção à Saúde (RAS) como ordenadora do cuidado. A RAS atua como uma ponte, conectando as demandas das unidades básicas de saúde ao agendamento e à assistência especializada. Essa conexão é vital para garantir maior resolutividade nos casos e reduzir os entraves que frequentemente dificultam o acesso dos pacientes aos serviços de que necessitam.

Outro ponto de relevância foi a atuação dos Núcleos Internos de Regulação (NIRs), que desempenham um papel estratégico na organização dos fluxos dentro das unidades hospitalares. O HRPM, neste contexto, consolida sua posição como uma referência em alta complexidade para toda a região do Marajó. O médico e diretor técnico do HRPM, Marcello Ferreira, explicou os benefícios dessa integração: “A integração de toda a rede de saúde é o principal benefício para o usuário do SUS. Quando o hospital de referência regional e os municípios do território atuam de forma alinhada, o atendimento se torna mais rápido, justo e eficiente.”

Ferreira detalhou que esse modelo, conhecido como “Engenharia do Acesso”, otimiza o uso dos recursos públicos, minimiza falhas no sistema e assegura que o paciente receba o cuidado adequado no momento certo, conforme a complexidade de seu caso. Essa abordagem visa aprimorar a experiência do paciente e a eficiência do sistema como um todo.

Repatriamento Inter-hospitalar: Humanização e Eficiência

A lógica da integração e da eficiência se materializa em iniciativas práticas, como o projeto de repatriamento inter-hospitalar do HRPM. Esse projeto permite a transferência de pacientes clinicamente estáveis para unidades de saúde mais próximas de seus municípios de origem. A iniciativa fortalece a organização da rede, melhora o fluxo de atendimento e, crucialmente, promove um cuidado mais humanizado, ao aproximar o paciente de sua família e de sua rede de apoio social.

Recentemente, um dos beneficiados por essa iniciativa foi Benedito Ribeiro Nonato, um usuário de 85 anos que sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Após a estabilização de seu quadro e uma avaliação cuidadosa da equipe assistencial, foi organizado seu repatriamento. Ele pôde continuar o acompanhamento em um serviço mais próximo de sua residência, garantindo não apenas a segurança clínica, mas também a continuidade terapêutica em um ambiente mais familiar.

A filha do paciente, Maria Raimunda Silva, de 54 anos, expressou o alívio que o repatriamento trouxe para a família. “Toda a nossa família está lá. Assim, um pode ajudar o outro. Estar na nossa cidade é melhor, porque qualquer coisa a gente já está perto dele e pode acompanhar. Vai ser muito melhor para todos nós”, afirmou. A transferência para o Hospital Geral de Portel facilitou o acompanhamento familiar e fortaleceu o apoio ao paciente, evidenciando o impacto positivo dessa política.

O HRPM, como parte integrante da rede pública estadual de saúde, oferece atendimento de média e alta complexidade, sendo um ponto de referência essencial para a população marajoara. Sua atuação é fundamental para garantir o acesso a serviços de saúde de qualidade na região. O Hospital Regional Público do Marajó está localizado na Avenida Rio Branco, nº 1.266, Centro.

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