A rotina de medo no bairro de Batista Campos
Uma sequência de furtos tem alterado a rotina de comerciantes e moradores no bairro de Batista Campos, em Belém. A insegurança, que se tornou pauta recorrente entre os proprietários locais, ganhou novos contornos após uma denúncia formalizada por uma empresária, que teve seu estabelecimento invadido repetidamente. O caso, registrado na Polícia Civil do Pará nesta sexta-feira (1º/5), expõe a vulnerabilidade de imóveis que passam por reformas na região central da capital paraense.
O imóvel em questão possui uma estrutura dividida: enquanto o térreo permanece preservado, o segundo piso, atualmente em obras, tornou-se o alvo principal dos criminosos. Segundo a vítima, que optou por não se identificar, o local já foi invadido pelo menos quatro vezes. A ação mais recente, capturada por câmeras de segurança na noite de quinta-feira (30/4), por volta das 21h30, mostra um homem circulando pelo ambiente em obras, avaliando os itens que seriam subtraídos.
Prejuízos e o modus operandi dos invasores
O prejuízo estimado com a última invasão chega a R$ 5 mil, valor referente a equipamentos e materiais elétricos. Este tipo de material é frequentemente visado por criminosos devido à facilidade de revenda em mercados informais. A empresária relata que os suspeitos utilizam o telhado como principal via de acesso, causando danos estruturais significativos ao imóvel e ao sistema de monitoramento de segurança, que é frequentemente sabotado para evitar a identificação dos autores.
Além da perda financeira direta, a sensação de impotência é compartilhada por outros vizinhos. A denunciante aponta que a vulnerabilidade é agravada pela conexão do segundo piso com edificações adjacentes, facilitando a fuga e a movimentação dos infratores. “Eles são cara de pau. Invadem para levar coisas pequenas, como cabos e ferramentas, que conseguem carregar pelo telhado”, desabafou a empresária, destacando que a recorrência dos crimes tem transformado a gestão de pequenos negócios em um desafio constante.
Investigação e o cenário de insegurança em Belém
Em nota oficial, a Polícia Civil do Pará informou que a investigação está sob responsabilidade da Seccional de São Brás. O órgão confirmou que perícias foram solicitadas e que as equipes policiais trabalham para identificar e localizar os envolvidos nos furtos. A expectativa dos comerciantes é que o reforço no policiamento ostensivo possa inibir novas ações, especialmente em áreas onde o problema é considerado crônico.
O contexto de insegurança não é isolado em Batista Campos. Em abril, moradores da Cidade Velha, outro bairro histórico de Belém, realizaram o protesto “Abraço Pela Paz” para cobrar políticas públicas de segurança e assistência social. O movimento, ocorrido no dia 11, evidenciou o descontentamento da população com o aumento da criminalidade na região central. Para a empresária denunciante, a solução passa por uma abordagem integrada que contemple desde o policiamento preventivo até o combate à receptação de materiais furtados, prática que alimenta o ciclo de violência.
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Para mais detalhes sobre as ações de segurança na capital, consulte o portal oficial da Polícia Civil do Pará.