O desaparecimento do pequeno José Arthur, de apenas 1 ano e 6 meses, completou 32 dias nesta terça-feira (28), deixando um rastro de angústia e incertezas na comunidade de Eldorado do Carajás, no sudeste do Pará. O menino foi visto pela última vez no dia 26 de março, na Vila Peruana, uma localidade situada na zona rural, próxima ao Assentamento Lourival Santana. Desde então, a família vive a dolorosa espera por qualquer pista que possa levar ao paradeiro da criança.
desaparecimento: cenário e impactos
A rotina interrompida e o clamor por justiça
Para Geiciara Souza Gonçalves, mãe de José Arthur, a ausência do filho transformou a dinâmica familiar. Em relatos emocionados, ela descreve que o momento mais difícil é o período noturno, quando a falta do menino, que costumava dormir ao seu lado, torna-se mais presente. A casa, antes preenchida pela presença constante do caçula, agora é um cenário de silêncio e saudade, onde o desejo de reencontro é o único motor que mantém a esperança da família.
A mãe também expressa frustração com a falta de atualizações concretas por parte das autoridades. Segundo ela, as idas à delegacia não têm trazido o conforto necessário ou informações sobre o andamento do caso, o que aumenta a sensação de impotência diante da tragédia. A família clama por respostas que possam esclarecer o que realmente aconteceu naquela quinta-feira de março.
Investigação e o papel da Polícia Civil
O inquérito policial, que tramita em sigilo na Seccional de Eldorado do Carajás sob a supervisão da Superintendência Regional de Carajás, segue em curso. Até o momento, a Polícia Civil já realizou a oitiva de mais de 25 pessoas e procedeu com a análise minuciosa dos aparelhos celulares de todos os moradores da residência onde o bebê estava antes de desaparecer.
Dois homens, identificados como Roselândio Castro de Almeida e Evandro Firmino da Silva, permanecem presos preventivamente. Ambos frequentavam a casa onde a criança foi vista pela última vez. A expectativa agora recai sobre o resultado das perícias técnicas realizadas nos dispositivos eletrônicos apreendidos, que deve ser divulgado ao longo desta semana. O Ministério Público do Pará (MPPA) acompanha de perto o desenrolar das investigações.
Esforços de busca na zona rural
Logo após o registro do desaparecimento, uma força-tarefa de grande escala foi mobilizada na região. A operação contou com a integração de diversos órgãos, incluindo a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e a Marinha do Brasil. Durante semanas, agentes utilizaram recursos avançados como drones, cães farejadores, mergulhadores e sonares para vasculhar um raio de cinco quilômetros ao redor da residência.
A área de buscas, caracterizada por vegetação densa, proximidade com rios e a presença de uma rodovia federal, a BR-155, apresentou desafios logísticos significativos para as equipes. Embora as buscas ativas tenham sido encerradas, a investigação policial continua. A autoridade policial reforça que o objetivo primordial é localizar o menino com vida e solicita que qualquer informação relevante seja repassada através do Disque-Denúncia (181), garantindo o anonimato do denunciante.
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