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Ataque em Confresa: criminosos com histórico de grandes crimes no Brasil e no exterior são identificados

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tadora de valores. Com uso de explosivos de alta potência, o grupo tentou arromb
Reprodução G1

A Polícia Civil de Mato Grosso divulgou, no último domingo (12), novos detalhes sobre o grupo criminoso responsável pelo ataque à cidade de Confresa, localizada a 1.160 km de Cuiabá. O incidente, que ocorreu em 9 de abril de 2023, envolveu cerca de 20 criminosos armados que sitiaram a cidade em uma ação coordenada, visando uma transportadora de valores. O ataque, que incluiu o uso de explosivos de alta potência para tentar arrombar um cofre, não teve sucesso, resultando na fuga dos assaltantes e na perda de parte do material utilizado na ação.

Operação Pentágono: desmantelando uma quadrilha organizada

A divulgação dos nomes dos suspeitos faz parte da terceira fase da Operação Pentágono, que resultou no cumprimento de 27 mandados de prisão e 30 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de 40 contas bancárias. Segundo a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), os integrantes do grupo possuem um extenso histórico criminal, com envolvimento em crimes de grande porte tanto no Brasil quanto no exterior.

Perfil dos criminosos: líderes e suas ações

Entre os principais suspeitos está Francivaldo Moreira Pontes, conhecido como “Velho Ban”, que atuava como líder do grupo. Ele era responsável pela coordenação operacional e financeira da ação, além de organizar o armamento e direcionar pagamentos. Francivaldo tem um histórico criminal que inclui um ataque em 2007, em São Gotardo (MG), onde fez reféns um promotor e um juiz. Desde 2015, ele estava foragido, utilizando identidades falsas para se esconder, entre elas Renato Barbosa Sousa e Levi Pereira Gonçalves.

As investigações revelaram que, sob o nome “Levi”, ele adquiriu equipamentos táticos no Pará dias antes do ataque e se reuniu com outros membros do grupo no Maranhão. O dinheiro obtido com as ações criminosas era lavado por meio de um esquema que envolvia gado e propriedades rurais.

Confronto e consequências

Francivaldo foi morto em 26 de novembro de 2024, após confronto com a polícia durante uma operação conjunta no Pará, quando reagiu à abordagem e disparou contra as equipes com um fuzil. Outro membro do grupo, conhecido como “Pinga”, também atuava no núcleo de comando e tinha um histórico de participação no chamado “Novo Cangaço”. Ele foi acusado de tentar roubar R$ 90 milhões em Araçatuba (SP) em 2021 e estava foragido enquanto organizava a logística do ataque a Confresa.

Investimento e planejamento do ataque

As investigações indicam que o grupo investiu mais de R$ 3,5 milhões no ataque, mas conseguiu levar apenas R$ 2 mil da transportadora de valores. O plano inicial era roubar entre R$ 30 milhões e R$ 60 milhões, mas a operação se prolongou além do esperado, e os criminosos foram surpreendidos por uma grande quantidade de gás liberado na sala do cofre, o que dificultou ainda mais a ação.

O comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope), tenente-coronel Rodolfo César Morotti Fernandes, explicou que o ataque em Confresa representa uma evolução do “novo cangaço”, caracterizando-se por uma abordagem mais violenta e organizada, com o objetivo de dominar a cidade e impedir uma reação imediata das forças de segurança.

Estrutura organizacional do grupo criminoso

As investigações revelaram que o grupo era organizado em seis núcleos específicos, cada um com funções distintas:

  • Comando e financeiro
  • Planejamento e logística
  • Execução
  • Apoio e suporte no estado do Pará
  • Apoio e suporte no estado do Tocantins
  • Locação veicular, responsável pelo suporte durante a fuga

Além disso, a esposa de um criminoso envolvido em um plano para construir um túnel para invadir um banco em São Paulo em 2017 também foi identificada como parte do planejamento do ataque em Confresa. Ela teria realizado viagens a Mato Grosso para levantar informações e atuado como “laranja” para ocultar bens da organização criminosa.

O caso de Confresa não apenas destaca a complexidade das operações criminosas no Brasil, mas também a necessidade de uma resposta coordenada das autoridades para combater esse tipo de crime organizado. A população deve continuar atenta e informada sobre as ações policiais e os desdobramentos desse caso que reflete um problema sério de segurança pública no país.

Para mais informações sobre este e outros temas relevantes, continue acompanhando o Portal Pai D’Égua, onde trazemos notícias atualizadas e contextualizadas sobre a realidade brasileira.

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