A busca por procedimentos estéticos no exterior terminou em tragédia para Krisley Poliana Vieira da Silva, de 36 anos. Natural de Santarém, no oeste do Pará, e moradora de Itaituba, no sudoeste do estado, Krisley faleceu em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, após ser submetida a três cirurgias plásticas em uma clínica particular. O caso levanta discussões sobre os riscos do turismo médico e a segurança dos procedimentos realizados fora do país de origem.
brasileira: cenário e impactos
A família de Krisley, que trabalhava como garimpeira e cozinheira, está em luto e clama por justiça, apontando negligência médica como a causa da morte. A situação se agrava com a necessidade de apoio para custear o translado do corpo da paraense de volta ao Brasil, um processo que envolve burocracia e altos custos.
A jornada estética e o início das complicações
Krisley Poliana viajou para a Bolívia com o objetivo de realizar um conjunto de procedimentos estéticos: abdominoplastia, lipoaspiração e a colocação de próteses de silicone. Segundo relatos da irmã da vítima, a primeira cirurgia, a de colocação de silicone, foi realizada em 1º de abril. Apenas dois dias depois, em 3 de abril, Krisley passou pela abdominoplastia. Foi a partir deste segundo procedimento que as complicações começaram a surgir.
A paraense começou a sentir fortes dores na região do abdômen, um sinal alarmante que indicava que algo não estava correndo como o esperado. A rápida deterioração de seu estado de saúde após as cirurgias levanta questionamentos sobre o acompanhamento pós-operatório e a avaliação de riscos pré-cirúrgicos na clínica boliviana.
Luta pela vida e o impasse sobre a causa da morte
Diante do agravamento do quadro de saúde, Krisley foi inicialmente internada em uma clínica. Posteriormente, foi transferida para outra unidade de saúde, onde, segundo informações, haveria médicos mais especializados para tratar seu caso. No entanto, apesar dos esforços, a saúde da brasileira continuou a piorar de forma preocupante, culminando em seu falecimento.
A versão apresentada pelas unidades de saúde bolivianas contrasta drasticamente com a percepção da família. As clínicas teriam afirmado que o quadro de Krisley não tinha relação com os procedimentos estéticos, atribuindo a causa da morte a uma infecção urinária. Contudo, a irmã da vítima rechaça veementemente essa explicação.
Fonte: g1.globo.com