Fiscalização rigorosa contra a pesca predatória
Uma operação de grande escala realizada na tarde desta quinta-feira (28) resultou na apreensão de cerca de 10 toneladas de pirarucu ilegal na Base Integrada Fluvial Candiru, situada no município de Óbidos, no Baixo Amazonas. A carga, que estava sendo transportada em uma embarcação com destino a Belém, vinda de Manaus, foi interceptada por agentes durante uma fiscalização de rotina que revelou a ausência de documentação necessária para o transporte do pescado.
O volume da apreensão, totalizando aproximadamente 195 sacas, chama a atenção pelo impacto ambiental. O transporte ocorria em pleno período de defeso, fase crítica em que a captura e a comercialização da espécie são estritamente proibidas por lei para assegurar a reprodução e a sobrevivência do pirarucu nos rios amazônicos.
Atuação integrada das forças de segurança
A ação foi conduzida por uma força-tarefa composta pelo Grupamento Fluvial de Segurança Pública (Gflu), Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros Militar. O trabalho conjunto demonstra a estratégia do estado em utilizar as bases fluviais como pontos de controle essenciais para monitorar o fluxo de mercadorias e coibir crimes ambientais em uma região de difícil fiscalização.
O secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Pará, Ed-Lin Anselmo, reforçou que a presença dessas bases é vital para a proteção dos recursos naturais. Segundo o gestor, a integração entre as forças de segurança permite uma resposta mais ágil contra práticas ilegais que ameaçam a biodiversidade da Amazônia e a economia sustentável da região.
Destinação do pescado e histórico de apreensões
Após a intercepção da carga, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) de Óbidos foi acionada para conduzir os trâmites administrativos. Seguindo o protocolo para casos de apreensão de alimentos perecíveis, o pescado deverá ser destinado a instituições e entidades assistenciais locais, garantindo que o recurso seja aproveitado por quem mais precisa, em vez de ser descartado.
Este episódio se soma a um histórico recente de combate ao crime ambiental no estado. De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública, entre janeiro e abril deste ano, mais de sete toneladas de pescado irregular já haviam sido retiradas de circulação. Em outubro de 2025, a mesma base em Óbidos já havia registrado uma apreensão ainda maior, superando 13 toneladas, o que evidencia a persistência do desafio no monitoramento das rotas fluviais.
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