Um professor de 37 anos foi detido pela polícia civil do pará nesta sexta-feira, sob suspeita de assédio e importunação sexual contra alunas da escola municipal de ensino fundamental benedito maia, em ananindeua. a prisão preventiva foi determinada pela vara de juiz das garantias da região metropolitana de belém e executada pela delegacia especializada no atendimento à criança e ao adolescente (deaca) do município.
De acordo com a polícia civil, o professor é acusado por diversos alunos de praticar atos invasivos e libidinosos dentro do ambiente escolar. depoimentos de testemunhas durante a investigação confirmaram as denúncias. as vítimas foram ouvidas em escuta protegida na deaca e confirmaram os fatos, que incluíam toques indevidos, propostas de cunho sexual e comportamentos invasivos, configurando crimes contra a dignidade sexual.
O inquérito policial foi conduzido pelo delegado luciano batista. após a coleta de provas, o delegado solicitou a prisão preventiva do investigado, que foi autorizada pela justiça. o professor foi encaminhado ao sistema prisional e aguarda as decisões do poder judiciário.
O professor já havia sido afastado das funções em 2023, após denúncias de assédio sexual contra uma aluna de 13 anos. na época, a mãe da vítima apresentou mensagens como prova, e a escola tomou medidas. contudo, o caso teria sido arquivado pela secretaria municipal de educação (semed), e o professor retornou às atividades em agosto deste ano.
Em 15 de setembro, ele voltou a ser denunciado por tentar beijar uma estudante de 13 anos. a direção da escola o afastou novamente em 17 de setembro. segundo relatos de alunos, o professor teria beijado a aluna no rosto e a segurado pela cintura. após o episódio, outras estudantes relataram comportamentos inadequados, como abraços, elogios e olhares considerados inapropriados.
Desde a divulgação do caso, surgiram denúncias de perseguição a professores e pais de alunos por pessoas ligadas à direção da escola. há relatos de que pais teriam sido orientados a registrar boletins de ocorrência contra docentes para tentar encobrir o caso.
Fonte: www.oliberal.com