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Alerj questiona letalidade de operação policial no rio

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© Tomaz Silva/Agência Brasil
© Tomaz Silva/Agência Brasil

A comissão de defesa dos direitos humanos e cidadania da assembleia legislativa do rio de janeiro (alerj) requisitou esclarecimentos ao ministério público, à polícia civil e à polícia militar sobre a recente operação contra o crime organizado. a ação, realizada na terça-feira (28), é considerada a mais letal da história do estado.

de acordo com a deputada dani monteiro (psol), presidente da comissão, a operação transformou as favelas do rio em um cenário de guerra. a parlamentar expressou preocupação com a violência da ação policial, que, segundo ela, vitimiza moradores, traumatiza comunidades e expõe agentes de segurança a riscos.

“a gente está se deparando novamente com uma operação policial violenta, que vitima a favela, que traumatiza os favelados, que expõe ao risco os agentes de segurança, e tudo isso baseado numa lógica de confronto que não acaba com o crime organizado e que, ao se deparar com vitimação dos seus agentes — já há gente que vieram a óbito, outros tantos baleados — é, ganha esses contornos de operação vingança”, declarou a deputada.

monteiro enfatizou que a segurança pública deve ser construída com planejamento, inteligência e respeito à vida. ela criticou o investimento em operações militares, argumentando que esses recursos poderiam ser direcionados para áreas como saúde e educação.

“quando o estado entra com operações que custam milhões aos cofres públicos, ele deixa de abrir equipamentos de saúde, de educação. então, infelizmente, a gente passa por uma situação que já vivenciamos. há mais de duas décadas o estado do rio de janeiro investe na lógica bélica de confronto que não acaba, muito pelo contrário, só amplia o domínio das organizações criminosas”, afirmou.

na quarta-feira (29), a comissão de defesa dos direitos humanos e cidadania da alerj iniciou um atendimento no complexo do alemão, em colaboração com diversas instituições. o objetivo é acompanhar os desdobramentos da operação policial. a comissão informou que a prioridade é ouvir a população, oferecer apoio no reconhecimento de corpos e cobrar explicações do governo estadual.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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