A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta sexta-feira, a segunda fase da operação “Malik” em Belém e São Miguel do Guamá, no nordeste do Pará. A ação visa identificar ativos e bens ligados a um esquema de ocultação patrimonial sob investigação.
Durante as diligências, foi apreendida uma embarcação de luxo avaliada em aproximadamente R$ 3 milhões, além de outras duas lanchas cujo valor totaliza R$ 2 milhões.
A PF também determinou o sequestro judicial de bens pertencentes a três empresas e a um investigado, todos supostamente ligados ao núcleo financeiro da organização criminosa. Com as medidas adotadas nesta nova fase, o valor total de bens apreendidos e sequestrados desde o início da operação, deflagrada na primeira semana de outubro de 2025, pode alcançar R$ 50 milhões.
A operação Malik é um desdobramento da operação “Mercador Fenício”. As investigações apontam para a existência de um esquema financeiro estruturado, baseado na utilização de empresas de fachada e pessoas interpostas para viabilizar o contrabando de cigarros vindos do Suriname e, posteriormente, lavar os valores obtidos ilegalmente, reinserindo-os no sistema financeiro nacional.
Na primeira fase da operação Malik, realizada no dia 8 de outubro, a PF cumpriu dois mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão nas cidades de Belém e Ananindeua. As ordens judiciais foram expedidas pela 4ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Pará. A Justiça Federal também determinou o bloqueio e o sequestro de bens e ativos financeiros dos investigados, com valor estimado em mais de R$ 44 milhões.
As ordens judiciais tiveram como alvo estruturas empresariais e indivíduos ligados ao grupo investigado, utilizados para ocultar valores e dissimular a origem de recursos obtidos de forma ilícita, inclusive por meio da aquisição de fazendas, veículos de luxo, imóveis e embarcações.
Fonte: www.oliberal.com