A comunidade paraense está em alerta e mobilizada com o desaparecimento da advogada Anna Carolina Novaes Pessoa, de 46 anos, após um acidente envolvendo uma moto aquática na região da Prainha do Combu, no Furo São Benedito, em Belém. O incidente ocorreu na tarde de domingo (24), e as buscas foram intensificadas nesta segunda-feira (25), envolvendo equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Pará (CBMPA) e da Marinha do Brasil (MB).
O empresário Paulo César, amigo da advogada e atuante no ramo náutico, tem acompanhado de perto os trabalhos e compartilhou detalhes sobre a operação. A apreensão é grande entre amigos e familiares, que esperam notícias positivas sobre o paradeiro de Anna Carolina, conhecida por seu envolvimento com esportes aquáticos na região.
Detalhes do acidente e o cenário do Combu
Segundo relatos de Paulo César, a advogada Anna Carolina tinha vasta experiência em navegação e era uma frequentadora assídua dos rios da região, inclusive fazendo parte do grupo “Club Wake”, dedicado à prática de wakeboard. O acidente, contudo, ocorreu de forma inesperada e violenta.
“Ela estava em um jet ski quando uma lancha passou e fez uma onda. A Carol perdeu o equilíbrio e, provavelmente, bateu a cabeça no jet e caiu no fundo do rio. O colete que ela usava estava meio aberto”, detalhou o empresário ao Grupo Liberal. Essa descrição aponta para a rapidez e a força do impacto, que pode ter contribuído para o desfecho trágico, especialmente com o colete de proteção comprometido.
A Ilha do Combu, com seus furos e igarapés, é um dos destinos mais procurados para lazer e esportes náuticos em Belém, atraindo centenas de embarcações nos fins de semana. A beleza natural da região, no entanto, não isenta os navegantes dos riscos inerentes à prática, como a movimentação intensa de lanchas e jet skis, que podem gerar ondas perigosas e exigir atenção redobrada dos pilotos.
Ações de busca e resgate em águas amazônicas
As operações de busca por Anna Carolina foram iniciadas imediatamente após o desaparecimento. O Grupamento Marítimo Fluvial (GMAF) do Corpo de Bombeiros Militar do Pará (CBMPA) registrou a ocorrência e mobilizou equipes para a Prainha do Combu. A moto aquática utilizada pela advogada foi encontrada no Furo São Benedito, atrás da Ilha do Combu, sem a presença da piloto.
Durante as varreduras, o colete de proteção que a vítima usava também foi localizado na água, reforçando a gravidade do incidente. Paulo César mencionou que os bombeiros utilizaram sonar, um equipamento crucial para mapear o leito do rio e identificar objetos submersos, e mergulhadores foram acionados para verificar os pontos indicados. A complexidade das buscas em rios amazônicos, com suas correntes, profundidade e visibilidade reduzida, impõe desafios significativos às equipes de resgate.
A Marinha do Brasil (MB), por meio da Capitania dos Portos da Amazônia Oriental (CPAOR), também se juntou aos esforços, deslocando uma equipe ao local para coordenar as ações com o CBMPA. A colaboração entre as forças é fundamental para cobrir uma área tão vasta e complexa como a dos rios paraenses.
Perfil da advogada e a repercussão do caso
Anna Carolina Novaes Pessoa é uma profissional respeitada, com inscrição principal na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Minas Gerais e inscrições suplementares nos estados do Pará, Paraná e Distrito Federal, o que a habilita plenamente para o exercício da advocacia em diversas regiões do país. A OAB-PA emitiu uma nota oficial lamentando o ocorrido e manifestando solidariedade aos amigos, familiares e colegas de profissão.
No comunicado, a seccional informou que Anna Carolina, nascida em 25 de abril de 1980, atua profissionalmente no estado do Pará e está acompanhando o caso com atenção, reforçando a expectativa de que o desaparecimento seja esclarecido o mais breve possível. A notícia de seu desaparecimento gerou uma onda de preocupação e apoio nas redes sociais e entre a comunidade jurídica e náutica.
Investigação e segurança náutica
Diante do acidente, a Marinha do Brasil informou que a Capitania dos Portos da Amazônia Oriental (CPAOR) instaurou um Inquérito sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN). O objetivo do IAFN é apurar as causas, circunstâncias e eventuais responsabilidades do ocorrido, um procedimento padrão para garantir a segurança da navegação e prevenir futuros incidentes.
A Marinha reforça a importância da segurança aquática e disponibiliza canais de comunicação para emergências marítimas e fluviais, como o telefone 185, além dos contatos da CPAOR: (91) 3218-3950 e (91) 98134-3000 (aplicativo de mensagens instantâneas). Esses canais são vitais para o recebimento de informações que possam auxiliar na salvaguarda da vida humana, na segurança da navegação e na prevenção da poluição hídrica.
Enquanto as buscas prosseguem, a esperança de encontrar Anna Carolina com vida permanece, e a comunidade aguarda ansiosamente por novas informações. O caso serve como um triste lembrete da necessidade de cautela e respeito às normas de segurança em todas as atividades aquáticas. Para mais informações sobre este e outros acontecimentos relevantes, continue acompanhando o Portal Pai D’Égua, seu portal de notícias com informação relevante, atual e contextualizada, sempre comprometido com a qualidade e a credibilidade.