Após mais de uma década de espera por justiça, o caso que chocou a cidade de Parauapebas, no sudeste do Pará, teve um desfecho judicial nesta quarta-feira (20). Douglas Pantoja Corrêa foi condenado a 31 anos de reclusão pelo assassinato da adolescente Bárbara Lira, de 13 anos, crime ocorrido em novembro de 2014. A sentença foi proferida após um longo dia de júri popular, encerrando um ciclo de dor para os familiares da vítima.
parauapebas: cenário e impactos
O desfecho de um crime que marcou a região
A condenação abrange os crimes de homicídio e estupro de vulnerável. Logo após a leitura da decisão pelo juiz presidente do júri, foi decretada a prisão imediata do réu. Douglas, que tinha 21 anos na época do fato, foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil local para os trâmites legais antes de ser transferido ao sistema prisional do estado, onde deverá cumprir a pena em regime fechado.
O delegado Thiago Carneiro, que acompanhou o desenrolar das investigações, destacou a importância da sentença para a sociedade. Em entrevista, ele pontuou que o trabalho policial, iniciado logo após a descoberta do corpo em 2014, foi fundamental para reunir as provas necessárias. “Foi um trabalho bastante árduo, mas conseguimos dar a resposta que a sociedade e os familiares aguardavam”, afirmou o delegado.
Relembrando os fatos de 2014
O assassinato de Bárbara Lira causou grande comoção na época. O corpo da jovem foi encontrado em uma área de mata conhecida como Morro dos Ventos, próxima à Praça da Bíblia. A perícia constatou sinais de violência sexual e múltiplas perfurações por arma branca, concentradas no pescoço e no tórax, o que evidenciou a brutalidade do ato.
As investigações revelaram que Douglas e Bárbara frequentavam a mesma igreja evangélica e mantinham um relacionamento. O motivo do crime, segundo apurado pela Polícia Civil, teria sido o inconformismo do autor com o término do namoro e o ciúme excessivo que ele nutria pela adolescente, que já estava se envolvendo com outra pessoa.
Investigação e prisão do acusado
A dinâmica do crime foi reconstruída pelos investigadores: na noite do ocorrido, o acusado buscou a vítima em uma motocicleta Honda Biz e a levou até o local onde o homicídio foi consumado. Em depoimento prestado ainda em 2014, Douglas confessou ter mantido relação sexual com a adolescente, o que, dada a idade da vítima, configurou o crime de estupro de vulnerável.
A captura do suspeito ocorreu uma semana após o crime, em uma operação policial que o localizou no município de São Domingos do Araguaia, a cerca de 210 quilômetros de distância de Parauapebas. Ele foi abordado enquanto se dirigia a uma igreja com os pais e não ofereceu resistência. A elucidação rápida do caso foi essencial, inclusive, para inocentar o então namorado de Bárbara, que chegou a ser alvo de ataques infundados nas redes sociais antes da conclusão do inquérito.
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