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Votação da PEC que reduz maioridade penal para 16 anos é suspensa na CCJ da Câmara

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© Bruno Spada/Câmara dos Deputados
© Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O impasse legislativo na CCJ

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados suspendeu, nesta terça-feira (19), a análise da admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa reduzir a maioridade penal no Brasil de 18 para 16 anos. O adiamento ocorreu devido ao início da Ordem do Dia no Plenário, procedimento que exige a interrupção imediata das atividades em comissões temáticas da Casa.

A proposta em debate, identificada como PEC 32/15, é de autoria do deputado Coronel Assis (PL-MT). O texto original propõe uma mudança profunda na legislação brasileira, sugerindo que adolescentes a partir dos 16 anos passem a responder criminalmente como adultos, cumprindo penas em unidades prisionais comuns. Atualmente, o sistema jurídico brasileiro, regido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), aplica medidas socioeducativas com duração máxima de três anos para jovens que cometem infrações graves.

Propostas e ajustes no texto

Durante a sessão, o relator, deputado Coronel Assis, apresentou um parecer favorável à tramitação da matéria. No entanto, o parlamentar sinalizou a necessidade de um ajuste técnico: ele defende que a emenda foque exclusivamente na punição criminal. O objetivo, segundo o autor, é evitar o que classificou como uma “confusão jurídica” caso a proposta incluísse também direitos civis, como a permissão para casamento, celebração de contratos, obtenção de carteira de habilitação e a obrigatoriedade do voto para jovens de 16 anos.

O deputado sustenta sua posição citando pesquisas que apontam um apoio expressivo da população à redução da maioridade penal. Contudo, o debate dentro da comissão reflete a polarização histórica do tema no Congresso Nacional, onde argumentos sobre segurança pública e direitos humanos frequentemente colidem.

Controvérsias e dados sobre o sistema

A oposição à medida, liderada por parlamentares como a deputada Talíria Petrone (Psol-RJ), levanta preocupações sobre a eficácia do encarceramento precoce. A parlamentar argumenta que apenas uma pequena parcela dos atos infracionais cometidos por jovens é classificada como grave. Existe o temor de que a inserção de adolescentes no sistema prisional adulto facilite o aliciamento dessas pessoas por facções criminosas organizadas, agravando a violência em vez de contê-la.

Para embasar o debate, dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicam que o Brasil mantém cerca de 12 mil adolescentes em unidades de internação ou privação de liberdade. Esse número representa menos de 1% da população brasileira na faixa etária correspondente, que, segundo o IBGE, totaliza aproximadamente 28 milhões de jovens. A discussão sobre o futuro dessa proposta permanece aberta, sem previsão de consenso entre os membros da comissão.

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