Retomada das intervenções na bacia do Mata Fome
A prefeitura de Belém oficializou, nesta segunda-feira (18), a retomada das obras de macrodrenagem e urbanização no canal Mata Fome. A assinatura da ordem de serviço pelo prefeito Igor Normando marca um novo capítulo para um projeto que, embora associado às metas de infraestrutura para a COP 30, enfrentou paralisações e impasses administrativos que geraram expectativa e incerteza entre a população local.
O projeto, que é fundamental para a drenagem urbana da capital paraense, passou por um novo processo licitatório. A interrupção dos serviços, que deveriam ter avançado ainda em 2024, deixou um rastro de obras inacabadas e frustração nos bairros do entorno. Com a nova etapa, a gestão municipal busca agora retomar o cronograma de execução, que será realizado de forma segmentada para garantir a viabilidade técnica e financeira da obra.
Fases do projeto e impacto social
A estratégia adotada pela prefeitura divide a intervenção em etapas distintas. Nesta fase inicial, o foco está na drenagem e pavimentação de 17 ruas situadas na bacia do Mata Fome. A expectativa oficial é de que o projeto completo beneficie diretamente mais de 200 mil moradores, abrangendo áreas como Pratinha, Tapanã, Parque Verde e São Clemente.
O planejamento prevê que, até o final do ano, a segunda etapa ganhe corpo, incluindo a macrodrenagem propriamente dita do canal, a urbanização de vias adicionais e a criação de espaços de lazer, como um parque linear e um parque popular. A execução segue as diretrizes do Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata), instituição que viabiliza o financiamento internacional da obra.
Reassentamento e recuperação ambiental
Além da infraestrutura física, o projeto contempla um componente social sensível: o Plano Específico de Reassentamento (PER). A iniciativa visa garantir assistência às famílias que residem em áreas de risco e que precisarão ser realocadas para permitir a recuperação do igarapé. A prefeitura assegura que o plano inclui a construção de novas unidades habitacionais, além de equipamentos públicos de saúde e comércio para atender a comunidade reassentada.
O projeto se destaca por optar pela recuperação do igarapé sem a tradicional canalização de concreto, buscando uma abordagem de recuperação ambiental da área. A previsão é que a macrodrenagem do canal tenha início em 2027, integrando um conjunto de melhorias que inclui a microdrenagem e a pavimentação de mais de 40 ruas ao longo de todo o processo.
Transparência e acompanhamento
Apesar do anúncio, a gestão municipal ainda não detalhou quais empresas compõem o consórcio vencedor da licitação, nem apresentou um cronograma definitivo sobre o destino das estruturas que foram iniciadas e posteriormente abandonadas na gestão anterior. A população, que aguarda por melhorias estruturais há anos, segue acompanhando de perto os desdobramentos desta obra que se tornou um dos principais termômetros da preparação da cidade para eventos internacionais.
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