O desfecho de um caso que marcou o Residencial Salvação
Após um hiato de seis anos, a Justiça do Pará dá um passo decisivo para solucionar um crime que gerou comoção no Residencial Salvação, em Santarém. Nesta terça-feira (12), o Fórum da cidade sedia o julgamento de Aliane da Silva Sousa e Gleicivaldo Dias Marinho, acusados de ceifar a vida de Jhones Silva de Miranda. O caso, que remonta à madrugada de 10 de novembro de 2019, será submetido ao crivo do júri popular a partir das 08h00.
Contexto e motivação do crime
O Ministério Público do Estado do Pará sustenta que o homicídio foi motivado por um conflito pessoal envolvendo a guarda do filho do ex-casal, formado por Aliane e Jhones, que haviam terminado um relacionamento de três anos meses antes do ocorrido. A denúncia aponta que, na noite anterior ao crime, uma discussão acalorada teria escalado para ameaças diretas contra a vítima.
Segundo os autos, Aliane teria proferido ameaças após uma tentativa frustrada de buscar a criança, sugerindo que o atual companheiro, Gleicivaldo, agiria contra Jhones caso ele se aproximasse de sua residência. Apesar de alertas de conhecidos para evitar o local, a vítima retornou à casa na Travessa Pirelli, no bairro Alvorada, durante a madrugada, onde foi surpreendida pelos acusados.
A dinâmica da violência e as qualificadoras
A acusação detalha que Jhones foi atacado dentro de sua própria casa após arrombar a porta para acessar o imóvel. O Ministério Público afirma que Gleicivaldo desferiu três golpes de faca contra a vítima, sendo um deles fatal, atingindo o pescoço. Aliane é acusada de incentivar a ação criminosa, que teria ocorrido na presença do filho do ex-casal, um detalhe que intensificou a repercussão social do caso na região.
Os réus respondem por homicídio qualificado, sob as agravantes de motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. O processo foi construído com base em um vasto conjunto probatório, incluindo laudos periciais, necroscópicos, depoimentos de testemunhas e uma escuta especializada realizada com um adolescente que presenciou a violência.
Expectativa por justiça
O julgamento desta terça-feira representa um momento de busca por respostas para a família de Jhones e para a comunidade local, que acompanhou o desenrolar das investigações ao longo dos anos. A expectativa é que o júri analise a conduta de ambos os réus e determine a responsabilidade penal pelo ato que interrompeu a vida da vítima e deixou marcas profundas em seu círculo familiar.
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