A comunidade de Castanheiro, situada no KM 20 da PA-140, entre os municípios de Bujaru e Concórdia do Pará, vive um novo momento de desenvolvimento produtivo. Em maio de 2026, os agricultores locais celebraram a inauguração de uma moderna casa de farinha comunitária, um projeto que promete transformar a economia da região de integração do rio Capim ao elevar o padrão de processamento da mandioca.
Fortalecimento da agricultura familiar e regularização
A nova estrutura é o resultado de um esforço coletivo que envolveu a Cooperativa dos Agricultores Familiares de Bujaru (COOFAB). Fundada em 21 de agosto de 2021 e presidida por Rosenilda Sales da Silva, a cooperativa atua como o pilar organizacional para os cerca de 43 associados que buscam profissionalizar a produção artesanal.
Para garantir que o produto final chegue ao mercado com qualidade e segurança, a unidade foi planejada sob rigorosa orientação técnica da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará). O reconhecimento desse esforço veio através do Certificado Artesanal nº 0174, emitido em 5 de dezembro de 2025, que autoriza a comercialização formal de farinha de mandioca e de tapioca.
Segurança sanitária como pilar do desenvolvimento
A importância da iniciativa vai além da infraestrutura física. Segundo Hamilton Altamiro, fiscal da Adepará, a regularização é um passo fundamental para que pequenos produtores alcancem o mercado formal. Ao seguir as boas práticas de fabricação, a comunidade não apenas garante a segurança sanitária dos alimentos, mas também valoriza a identidade cultural do produto paraense.
O gerente da Gerência de Sementes e Mudas (GSM), Cléber Sampaio, reforçou que a segurança alimentar é um direito social inegociável. Para ele, a entrega da casa de farinha assegura que a população tenha acesso a produtos nutricionalmente adequados e confiáveis, combatendo a informalidade e elevando o padrão de vida das 160 famílias que residem na localidade.
Impacto regional e sustentabilidade produtiva
A economia de Castanheiro é historicamente sustentada pela agricultura e pelo extrativismo, com destaque para o milho e a castanha-do-Pará. A nova casa de farinha atua como um catalisador para a geração de renda, permitindo que o produtor rural tenha melhores condições de trabalho e maior previsibilidade financeira.
A cerimônia de inauguração contou com a presença de autoridades da Adepará, incluindo Hamilton Altamiro Nonato da Silva, da Gerência de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (GIPOV), e Leonaldo Donato, gerente regional de Abaetetuba. O evento simbolizou a união entre o poder público e a organização comunitária em prol de um objetivo comum.
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Para mais detalhes sobre as normas de inspeção, acesse o site oficial da Adepará.