Diretoria azulina aponta falhas em decisões cruciais
O empate em 1 a 1 entre Remo e Palmeiras, realizado no último domingo (10), no estádio Mangueirão, deixou um rastro de insatisfação nos bastidores do clube paraense. Apesar da atmosfera de festa proporcionada pela torcida azulina, que compareceu em peso ao estádio em pleno Dia das Mães, o foco do pós-jogo rapidamente se voltou para a atuação da equipe de arbitragem e a condução do VAR durante os 90 minutos de partida.
O executivo do Leão Azul, Luís Vagner Vivian, manifestou publicamente o descontentamento da instituição com critérios adotados em lances capitais. Segundo o dirigente, o clube não pretende deixar passar em branco a omissão da tecnologia em momentos que poderiam ter alterado o destino do confronto, especialmente em uma jogada de possível toque de mão dentro da área adversária que não foi revisada pelo árbitro central.
Reclamações sobre o uso do VAR e critérios técnicos
A principal queixa da diretoria do Remo reside na seletividade da arbitragem de vídeo. Luís Vagner Vivian destacou que, em sua visão, houve um toque claro de mão na área do Palmeiras que exigiria, no mínimo, uma checagem minuciosa pelo VAR. O executivo ressaltou que o clube está atento à postura da arbitragem e que o descontentamento não é apenas pontual, mas reflete uma preocupação maior com a equidade nas decisões.
“Tenho certeza de que o adversário, em outros jogos, bate muito na questão da arbitragem e, se fosse o inverso, ia ter muita reclamação”, afirmou o dirigente. O clube confirmou que levará esses questionamentos para a reunião semanal com a comissão de arbitragem da CBF, onde pretende apresentar vídeos e debater interpretações sobre faltas e inversões que, na visão da comissão técnica azulina, prejudicaram o desempenho da equipe ao longo do duelo.
Polêmicas que marcaram o confronto no Mangueirão
O jogo foi marcado por alta tensão e decisões que inflamaram os ânimos. Além da reclamação sobre o pênalti não marcado, o Remo contestou veementemente a expulsão de Zé Ricardo, aos 26 minutos do segundo tempo. A CBF, por meio da divulgação dos áudios do VAR, sustentou a decisão sob a justificativa de “conduta violenta”, mantendo o rigor da aplicação do cartão vermelho direto.
Do outro lado, o Palmeiras também deixou o gramado sob protestos após ter um gol anulado aos 53 minutos da etapa final. A arbitragem, após consultar o VAR, identificou uma “mão sancionável” no lance que antecedeu a finalização, invalidando o que seria o gol da vitória paulista. O cenário de reclamações cruzadas reforça a pressão sobre a qualidade da arbitragem no futebol brasileiro.
O Portal Pai D’Égua segue acompanhando os desdobramentos desta reunião entre o clube e a entidade máxima do futebol nacional. Continue conosco para se manter informado sobre os bastidores do esporte, análises aprofundadas e o cotidiano do futebol regional com a credibilidade e a imparcialidade que você já conhece.
Para mais detalhes sobre as normas e o histórico de decisões, consulte o site oficial da CBF.