A descentralização da saúde especializada no Pará alcançou um marco expressivo em sua recente expansão pelo oeste paraense. Em apenas 30 dias de operação, a Policlínica e o Núcleo de Atendimento ao Transtorno do Espectro Autista (Natea) do Baixo Amazonas, sediados em Santarém, registraram 2.145 atendimentos. O número reflete o impacto direto da unidade na redução das filas de espera por consultas e exames na região, que historicamente dependia de deslocamentos para a capital, Belém.
Impacto prático na rotina dos pacientes
Para a população local, a unidade representa o fim de uma longa espera. Maria do Socorro Silva de Pádua, 52 anos, moradora de Óbidos, aguardava há um ano por uma consulta ortopédica. A abertura da Policlínica permitiu que ela recebesse o atendimento especializado em Santarém, encurtando distâncias e otimizando o acesso ao diagnóstico. Relatos como o de Jucicleia Barbosa, 43 anos, que esperava por um oftalmologista desde 2024, reforçam a importância da capilaridade dos serviços de saúde pública.
A estrutura, inaugurada em 6 de abril, oferece suporte em 36 especialidades médicas, além de exames laboratoriais e acompanhamento multiprofissional. Segundo a diretora-executiva da unidade, Léia Sandim, o primeiro mês foi focado na implantação, com a realização de cerca de 1.400 consultas e 600 exames. A expectativa é que, ao longo de maio, a agenda de exames seja integralmente disponibilizada para a população.
Estratégia estadual de descentralização
A unidade de Santarém integra a rede estadual de policlínicas, que já conta com estruturas em Tucuruí, Capanema, Bragança, Marabá e na Região Metropolitana de Belém. O secretário de Estado de Saúde Pública, Ualame Machado, destaca que o modelo visa garantir que o cidadão receba diagnóstico clínico e acompanhamento médico sem a necessidade de viagens exaustivas. A política busca consolidar um sistema de saúde mais equânime em todas as regiões do Pará, conforme informações da Agência Pará.
Acolhimento especializado no Natea
Anexo à Policlínica, o Natea Baixo Amazonas atua como um centro de referência para crianças, adolescentes e adultos com TEA. O espaço foi projetado com seis salas de atendimento multiprofissional, sala multiuso e um jardim sensorial, elementos essenciais para a metodologia de regulação emocional e integração social dos pacientes. A equipe multidisciplinar inclui psicólogos, psiquiatras, terapeutas ocupacionais e pedagogos.
A enfermeira coordenadora do Natea, Kendria Nogueira, enfatiza que o ambiente lúdico e planejado é fundamental para o sucesso terapêutico. O acesso aos serviços, tanto da Policlínica quanto do Natea, ocorre via regulação estadual, mediante encaminhamento das Unidades Básicas de Saúde. A unidade funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, na Avenida Moaçara, nº 66, no bairro Floresta.
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