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Lula convoca centrais sindicais para apoiar fim da jornada 6×1 e redução de carga horária

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suposta calúnia a Lula. Eleição para novo presidente da Alerj será nesta sexta-f
Reprodução Agência Brasil

No dia seguinte ao envio ao Congresso Nacional do projeto de lei que propõe a redução da jornada de trabalho para no máximo 40 horas semanais e o fim da escala 6×1, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com representantes de 68 centrais sindicais no Palácio do Planalto. O encontro ocorreu durante a “marcha da classe trabalhadora”, realizada na Esplanada dos Ministérios em Brasília, onde os sindicalistas apresentaram suas reivindicações.

Durante a reunião, Lula enfatizou a importância da mobilização dos trabalhadores para garantir a aprovação da proposta. “Vocês não podem abdicar da sagrada responsabilidade de lutar pelos trabalhadores que vocês representam”, afirmou. O presidente destacou que o momento é desafiador e que a pressão das centrais é crucial para o sucesso da iniciativa.

O impacto da jornada de trabalho na saúde mental

Na ocasião, Lula homenageou Rick Azevedo, ativista que criou o movimento Vida Além do Trabalho, que inspirou o projeto de redução de jornada. Azevedo compartilhou sua experiência de burnout e depressão devido ao excesso de trabalho, ressaltando a necessidade de um modelo de trabalho mais saudável. “Em 13 de setembro de 2023, eu falei: ‘chega’… Então eu postei um vídeo no TikTok revoltado, e o vídeo viralizou”, recordou.

Críticas às reformas trabalhistas

O presidente também aproveitou a oportunidade para criticar as reformas Trabalhista (2017) e da Previdência (2019), que considera retrocessos para a classe trabalhadora. Ele alertou sobre a necessidade de resistência frente a grupos que defendem reformas semelhantes às implementadas na Argentina, que incluíram o aumento da jornada de trabalho para 12 horas diárias.

Expectativas e oportunidades com a nova proposta

Os representantes das centrais sindicais expressaram entusiasmo com a proposta do governo. Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), destacou que a redução da jornada pode gerar até 4 milhões de empregos. Ele acredita que o Brasil tem potencial para desenvolver uma nova indústria voltada para a sustentabilidade socioambiental.

Miguel Torres, presidente da Força Sindical, também se manifestou, celebrando a mobilização de mais de 20 mil trabalhadores na marcha. Ele afirmou que o projeto está maduro e pronto para ser implementado, enfatizando os benefícios que a redução da jornada traria para a vida familiar e a saúde dos trabalhadores.

“É mais tempo para a família, para a saúde, para o lazer, para estudar e para a pessoa”, destacou Torres.

Desafios e transformações no mundo do trabalho

Clemente Ganz, coordenador do Fórum das Centrais Sindicais, mencionou que as 68 reivindicações apresentadas ao presidente refletem as necessidades do mundo do trabalho em transformação. Ele alertou que as mulheres e os jovens são os mais afetados pelas mudanças tecnológicas e pela emergência ambiental, que impactam diretamente o mercado de trabalho.

Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores, ressaltou a importância de proteger trabalhadores de aplicativos e entregadores, enfatizando a necessidade de garantir a saúde e a segurança desses profissionais. Sônia Zerino, presidenta da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), também destacou a urgência de incluir na pauta da classe trabalhadora o combate ao feminicídio, propondo ações educativas para conscientizar a população.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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