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Protesto em Belém pede expulsão de estudantes envolvidos em agressão a homem em situação de rua

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lesão corporal. Caso Cesupa: o que se sabe e o que falta saber sobre o caso Em n
Reprodução G1

Na manhã desta quarta-feira, 15 de abril, moradores, movimentos sociais e estudantes se reuniram em frente ao Centro Universitário do Pará (Cesupa), na avenida Alcindo Cacela, em Belém, para protestar contra a agressão sofrida por um homem em situação de rua. O ato exigiu a expulsão dos dois estudantes de direito envolvidos no incidente, que usaram uma arma de eletrochoque contra a vítima, que possui saúde mental fragilizada e vive há anos no bairro do Umarizal.

protesto: cenário e impactos

Durante a manifestação, a própria vítima foi vista vagando pela calçada, o que gerou ainda mais indignação entre os presentes. Naraguaçu Pureza, educadora de rua do Emaús com a Pastoral Povo na Rua, destacou que o homem não tem condições de se defender e pediu uma investigação séria por parte da polícia. Leila Palheta, do Coletivo Fala Perita, também estava presente e clamou por uma resposta imediata da instituição de ensino e pela responsabilização criminal dos agressores.

A resposta do Cesupa e o andamento do caso

Em nota oficial, o Cesupa anunciou o afastamento cautelar dos alunos envolvidos e a abertura de um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar os fatos. A instituição afirmou que a comissão interna já está trabalhando na investigação, e que o resultado será comunicado à comunidade acadêmica com a urgência que a situação requer.

Os estudantes, identificados como Altemar Sarmento Filho e Antônio Coelho, foram filmados em pelo menos duas ocasiões agredindo o homem. Um vídeo amplamente compartilhado nas redes sociais mostra Altemar se aproximando por trás da vítima e usando o taser, enquanto Antônio registra a cena e ri. Outro vídeo, gravado em fevereiro, mostra uma agressão anterior com um extintor de incêndio.

Repercussão e contexto social

O caso ganhou notoriedade nas redes sociais e gerou uma onda de indignação. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) seção do Pará emitiu uma nota de repúdio, destacando a dimensão racial do caso e a naturalização da violência contra pessoas em situação de rua, especialmente negras. A OAB-PA exigiu uma apuração rigorosa e a responsabilização dos envolvidos.

Além disso, a Polícia Civil informou que um boletim de ocorrência foi registrado e um inquérito instaurado para investigar as agressões. O dispositivo de choque utilizado foi apreendido e será periciado. A situação se agravou após testemunhas relatarem que as agressões contra a mesma vítima eram frequentes e que a confusão que levou à intervenção policial ocorreu na segunda-feira, 13 de abril.

Investigação e desdobramentos

O caso chegou ao conhecimento da polícia após dois entregadores de aplicativo presenciarem uma das agressões e seguirem os agressores até a universidade. Na terça-feira, 14 de abril, Altemar e Antônio prestaram depoimento acompanhados de advogados e foram liberados rapidamente.

As imagens da agressão e a repercussão nas redes sociais levantaram questões sobre o comportamento de jovens estudantes de direito e a cultura de impunidade que muitas vezes permeia ações violentas. A pressão da sociedade civil e de organizações de direitos humanos é fundamental para garantir que o caso não seja esquecido e que os responsáveis sejam punidos.

O protesto em frente ao Cesupa é um reflexo da luta por justiça e respeito à dignidade humana, especialmente em um contexto onde a violência contra pessoas em situação de rua é frequentemente ignorada. A comunidade local e os movimentos sociais continuam mobilizados, exigindo não apenas a expulsão dos estudantes, mas também uma mudança estrutural na forma como a sociedade trata os mais vulneráveis.

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