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Teerã rejeita pressão de Trump e garante controle permanente de Ormuz.

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Reprodução Agência Brasil

A tensão no Golfo Pérsico atinge um novo patamar. Em resposta a um ultimato do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) declarou que o estratégico Estreito de Ormuz “jamais voltará a ser como era, especialmente para os EUA e Israel”. A afirmação, divulgada em redes sociais no domingo (5), sinaliza a intenção de Teerã de redefinir as regras de navegação em uma das rotas marítimas mais vitais do planeta, intensificando o impasse regional.

Este desafio iraniano ocorre em um contexto de crescentes hostilidades e retóricas inflamadas, onde a segurança energética global e a soberania regional estão em jogo. A postura de Teerã não apenas rejeita as exigências de Washington, mas também busca consolidar sua influência sobre um corredor marítimo crucial para o comércio internacional de petróleo e gás.

A Nova Ordem no Estreito de Ormuz

O comunicado da IRGC destaca que a Marinha iraniana está finalizando os “preparativos operacionais para a nova ordem do Golfo Pérsico”. Essa iniciativa visa estabelecer novas diretrizes para a passagem de embarcações pelo Estreito de Ormuz, um gargalo marítimo por onde transita aproximadamente 20% do petróleo e gás natural consumidos globalmente. As autoridades iranianas têm enfatizado que essas regras serão definidas em colaboração com Omã, um país vizinho, e sem qualquer interferência de potências estrangeiras na região.

Desde o início da “agressão dos EUA/Israel contra o Irã”, conforme a narrativa iraniana, o Estreito de Ormuz tem operado sob restrições. Atualmente, apenas navios autorizados por Teerã têm permissão para atravessar a via, uma medida que demonstra a capacidade do Irã de exercer controle sobre o fluxo energético mundial e sua disposição de usá-lo como alavanca em disputas geopolíticas. A manutenção dessa postura desafia diretamente os interesses de Washington e seus aliados, que dependem da livre navegação para o comércio global de energia.

Escalada de Ameaças e Rejeição Iraniana

A declaração iraniana surge após um ultimato contundente de Donald Trump. No domingo (5), o ex-presidente dos EUA ameaçou “lançar o inferno” sobre o Irã caso o Estreito de Ormuz não fosse reaberto até a terça-feira (7). Trump já havia proferido ameaças severas, afirmando que destruiria o Irã “enquanto nação”, com seus quase 90 milhões de habitantes, e o levaria à “Idade das Pedras” se o país não aceitasse as condições impostas por Washington para o fim do conflito.

Em resposta a essa retórica agressiva, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, rejeitou veementemente as propostas estadunidenses em uma coletiva de imprensa na segunda-feira (7). Baghaei classificou as condições apresentadas por Trump como “altamente excessivas e incomuns, além de ilógicas”, indicando a distância entre as posições das duas nações. A proposta de Trump, que circulava em um documento de 15 pontos, incluía o fim do programa nuclear pacífico do Irã e o desmantelamento de seu programa balístico, exigências consideradas inaceitáveis por Teerã.

As Condições para o Fim do Conflito

O Irã, por sua vez, apresentou suas próprias exigências para um eventual acordo de paz. Entre elas, destacam-se a compensação financeira pelos danos causados pelos ataques sofridos, a retirada definitiva das bases militares dos Estados Unidos da região e um fim abrangente da guerra, que incluiria o cessar-fogo em frentes de combate como o Líbano e a Faixa de Gaza. Essas condições refletem a busca iraniana por reparação e por uma reconfiguração da segurança regional que minimize a presença militar estrangeira.

O brigadeiro-general Mohammad Akraminia, porta-voz do Exército iraniano, reforçou a postura de Teerã em um comunicado divulgado na segunda-feira. Segundo a agência iraniana Tasnim, Akraminia declarou que o “inimigo falhou nesta fase da guerra em alcançar seus objetivos e foi derrotado”. Ele enfatizou a necessidade de levar o adversário a um “arrependimento genuíno para evitar a repetição da guerra no futuro”, sinalizando que o Irã não aceitará um acordo que não garanta sua segurança e soberania a longo prazo.

Resposta Militar Iraniana e Alvos Estratégicos

A escalada de tensões foi acompanhada por ações militares. Ibrahim Zulfiqari, porta-voz do Quartel-General Khatam al-Anbiya, anunciou a 98ª onda de ataques do Irã contra instalações ligadas a Israel e aos EUA no Oriente Médio. Entre os alvos, foram mencionados um navio porta-contêineres SDN& e “locais estratégicos” em cidades israelenses como Tel Aviv, Haifa, Be’er Sheva e Bat Hafer.

Zulfiqari emitiu um alerta claro, afirmando que quaisquer ataques a alvos civis seriam respondidos com “múltiplas medidas contra os interesses do inimigo em qualquer ponto da região”. Ele advertiu que, caso os ataques a civis se repitam, a próxima fase das operações ofensivas e retaliatórias iranianas seria realizada com “intensidade e abrangência muito maiores”, resultando em perdas e danos “multiplicados muitas vezes” para o inimigo. Essa retórica sublinha a determinação do Irã em retaliar e sua capacidade de atingir alvos em uma ampla área geográfica.

O Assassinato de um Líder da Inteligência

Em meio a essa atmosfera de conflito, o Irã confirmou uma perda significativa: o assassinato do chefe da inteligência da IRGC, brigadeiro-general Seyed Majid Khademi. Ele foi morto em um ataque aéreo israelense em Teerã. A morte de um alto dirigente militar em solo iraniano representa uma escalada perigosa e pode intensificar ainda mais o ciclo de retaliações, elevando o risco de um conflito mais amplo na região. Este evento sublinha a profundidade da hostilidade entre Irã e Israel, com os EUA como um ator central no cenário geopolítico.

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Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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