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Santarém tem 18 casos de violência contra a mulher e três detidos no feriado prolongado

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uma sequência de casos de violência contra a mulher em Santarém, no oeste do Par
Reprodução G1

Aumento de casos de violência doméstica no oeste do Pará

O feriado prolongado do Dia do Trabalhador, somado ao último final de semana, trouxe um alerta preocupante para as autoridades de segurança pública em Santarém, no oeste do Pará. Dados da Delegacia Especializada ao Atendimento à Mulher (Deam) revelam que o período foi marcado por uma sequência alarmante de 18 ocorrências envolvendo violência contra a mulher. A estatística evidencia a persistência de um problema estrutural que, muitas vezes, se intensifica em períodos de folga prolongada e maior convivência doméstica.

Segundo a delegada Andreza Souza, a gravidade das situações atendidas foi confirmada pelo fato de que todas as vítimas solicitaram medidas protetivas de urgência. Esse instrumento jurídico, previsto pela Lei Maria da Penha, é fundamental para garantir o afastamento imediato do agressor e impedir novos contatos, servindo como uma barreira essencial para evitar a escalada da violência e a ocorrência de feminicídios.

Ação policial e prisões em flagrante

Das 18 ocorrências registradas, três resultaram em prisões em flagrante. Os crimes, majoritariamente compostos por agressões físicas e ameaças, expõem a vulnerabilidade das vítimas dentro do próprio ambiente familiar. A atuação das forças de segurança, incluindo a Polícia Militar, foi determinante para conter os agressores e garantir o suporte necessário às mulheres em situação de risco.

Um dos episódios mais graves ocorreu na noite de sexta-feira (1º), envolvendo uma tentativa de feminicídio. Um homem foi preso após invadir a residência da ex-companheira e aguardá-la no escuro, armado com uma faca. A vítima, ao retornar de um passeio, foi surpreendida pelo agressor. Após uma luta corporal, a Polícia Militar foi acionada e, após uma perseguição que envolveu a transposição de muros de residências vizinhas, conseguiu capturar o suspeito. Foi constatado, inclusive, que ele possuía um mandado de prisão em aberto.

Contexto da violência e busca por proteção

Relatos policiais indicam que, em outro caso atendido, uma mulher sofreu lesões no supercílio após uma discussão iniciada por embriaguez do agressor. A vítima, que também foi ameaçada de morte, contou com o apoio de populares que contiveram o suspeito até a chegada das viaturas. A coragem das vítimas em denunciar e o suporte da comunidade são peças-chave para interromper o ciclo de violência.

Para quem busca auxílio, o combate à violência doméstica conta com canais de denúncia que funcionam ininterruptamente. A população pode acionar a Polícia Militar pelo número 190 em casos de emergência ou utilizar a Central de Atendimento à Mulher, discando 180. O serviço é gratuito, sigiloso e funciona em todo o território nacional, sendo uma ferramenta vital para o acolhimento e orientação das vítimas.

Compromisso com a informação

O Portal Pai D’Égua mantém seu compromisso em acompanhar o desdobramento desses casos e trazer informações relevantes sobre segurança pública e direitos humanos. Acreditamos que a conscientização é o primeiro passo para a mudança social. Continue acompanhando nosso portal para se manter informado sobre os principais acontecimentos da região e do país, sempre com a credibilidade e a profundidade que você merece.

Para mais detalhes sobre as políticas de proteção, consulte o portal oficial do Governo Federal sobre a Lei Maria da Penha.

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